29 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Mundo

2ª onda: Itália estuda lockdown, Alemanha bate recorde de mortes e presidente da França é infectado

Aertura de locais de trabalho, bares e outros locais de entretenimento colocou jovens na rua, favorecendo o alastramento do vírus

O presidente francês, Emmanuel Macron, teve resultado positivo para covid-19, informou a Presidência francesa nesta quinta-feira (17), mas não se sabe de imediato onde ele contraiu o vírus.

A Presidência informou ainda que Macron iria se isolar pelos próximos sete dias e continuaria a governar o país remotamente. Uma porta-voz disse que todas as viagens do presidente foram canceladas, incluindo uma visita ao Líbano em 22 de dezembro.

Itália

E em uma situação mais agravante em outro país europeu, o governo da Itália estuda a possibilidade de classificar todas as regiões do país como zona vermelha de risco de transmissão do coronavírus Sars-CoV-2 no período em que são celebradas as festas de Natal e Ano Novo.

A medida, que ainda não foi confirmada, é um dos temas debatidos durante cúpula entre as autoridades italianas.

A hipótese é implementar a faixa vermelha em toda a Itália, o que prevê regras que incluem o fechamento do comércio não essencial e proibição de sair de casa a não ser por motivos de trabalho ou urgentes, nos dias 24, 25, 26, 27 e 31 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro de 2021.

De acordo com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, o governo está “trabalhando para tentar reforçar o plano de Natal” para “chegar em uma condição de resiliência máxima”.

O primeiro-ministro italiano espera que o país vacine entre 10 e 15 milhões de pessoas até o final da primavera na Europa.

Alemanha

Maior economia da Europa, a Alemanha foi vista por vizinhos como um exemplo sobre como lidar com a pandemia de coronavírus. Isso foi no começo do ano. Agora, a história é outra.

Como seus pares europeus, a Alemanha está nadando — e tentando não se afogar — em uma segunda onda. Os números estão atingindo recordes.

Na semana passada, foram registradas 29,875 novas infecções em um dia, de acordo com o Instituto Robert Koch, agência governamental responsável pelo controle e prevenção de doenças infecciosas na Alemanha.

Foi o número mais alto registrado em um período de 24 horas na Alemanha desde o começo da pandemia. Até agora, 21,975 pessoas já morreram no país de 83 milhões de pessoas.

Ao apelo contundente e bastante preocupado de Merkel na semana passada, seguiu-se o anúncio de um lockdown mais severo no país. O anúncio foi feito neste domingo (13/12). O confinamento começará na quarta (16/12) e vai se estender até dia 10 de janeiro.

2ª onda

Um estudo de instituições espanholas e suíças mapeou uma mutação do Sars-CoV-2 que vem se espalhando pela Europa. A rapidez com a qual esse Sars-CoV-2 mutante saiu da Espanha para outros países indica, na verdade, que o isolamento social já estava frouxo na Europa. Ou seja, a reabertura poderia ter sido mais cautelosa, de acordo com os experts entrevistados.

Há um consenso de que, dessa vez, os deslocamentos dos jovens europeus favoreceram bastante a disseminação da Covid-19. A abertura de locais de trabalho e de bares e outros locais de entretenimento colocou essa turma na rua, favorecendo o alastramento do vírus. As pessoas jovens se expõem mais. E isso foi agravado pelo hábito europeu de usar bastante o transporte coletivo.

Os profissionais de saúde consideram que a Europa está dois meses na frente do Brasil na pandemia. Daí porque é importante observar o que acontece por lá para desenhar o melhor plano possível por aqui.

Ao mesmo tempo, existem diferenças a serem consideradas. A primeira é a extensão das terras brasileiras. Atualmente, há regiões do país em estágios diferentes da curva de infecções.