26 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Alagoas é Estado mais perigoso: Brasil lidera mortes LGBT+ no mundo

Matam-se muitíssimo mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra os LGBT

Houve uma redução de 6% na comparação com 2017, mas o Brasil segue sendo o país do mundo onde mais ocorreram mortes violentas de pessoas LGBT+.

Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 20 horas um LGBT morreu em 2018 no país de forma violenta vítima da LGBTfobia. Foi contabilizado em 2018 mortes violentas de LGBT+ em todos os 26 estados e no Distrito Federal, distribuídos em 232 municípios.

Os estados que notificaram o maior número de homicídios e suicídios de LGBT+ em 2018 em termos absolutos foram São Paulo com 58 vítimas, Minas Gerais com 36, Bahia e Alagoas com 35 cada e o Rio de Janeiro, 32 mortes.

Se forem considerados os dados por cada 100 mil habitantes a infeliz liderança é de Alagoas.

420 mortes

No total, segundo o levantamento do GGB, 420 pessoas morreram no Brasil em 2018 por serem LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

Foram 320 homicídios (76%) e 100 suicídios (24%). Houve uma pequena redução de 6% em relação a 2017, quando registraram-se 445 mortes, número que havia sido recorde nos 39 anos desde que o GGB iniciou a contabilizar os dados.

Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se muitíssimo mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra os LGBT.

“E o mais preocupante é que tais mortes cresceram assustadoramente nas últimas duas décadas: de 130 homicídios em 2000, saltou para 260 em 2010, 445 mortes em 2017 e 420 no ano passado”, Documento do GGB.

Conforme dados levantados por associações e grupo LGBT+, há uma estimativa de 20 milhões de gays no Brasil (10% da população), 12 milhões de lésbicas (6%) e 1 milhão de trans (0,5%).