23 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Alagoas registra a terceira maior redução do país na taxa de homicídios entre 2014 e 2019

Atlas da Violência 2021 também aponta redução de 43,7% no número de mortes violentas no Estado na década entre 2009 e 2019

O estado de Alagoas registrou uma queda de 46,8% na taxa de homicídios por grupo de cem mil habitantes entre os anos de 2014 e 2019, o que representa a terceira maior redução entre todos os estados brasileiros. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2021, divulgado nesta terça-feira (31) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o relatório, Alagoas ficou atrás apenas dos estados do Ceará e de São Paulo, que apresentaram redução de 49,4% e 47,9%, respectivamente.

Na década entre 2009 e 2019, o estado aparece com a quinta maior redução do país, com uma queda de 43,7%. Ainda de acordo com os números do Atlas, a redução na taxa de homicídios em Alagoas começa notadamente a partir de 2015, quando ela passou de 62,8 em 2014 para 52,3, seguindo para 54,2 em 2016, 53,7 em 2017 e 43,4 em 2018.

Em 2019, segundo o Atlas da Violência 2021, o estado de Alagoas registrou a menor taxa de homicídios desde 2009, com 33,4 a cada 100 mil habitantes. Em 2011, maior taxa registrada na década, foram 71,4 mortes violentas para cada grupo de 100 mil habitantes.

Números absolutos

O Atlas da Violência registra ainda a variação no número absoluto de homicídios ocorridos em Alagoas entre os anos de 2009 e 2019. Na década avaliada pelo documento, Alagoas aparece com uma redução de 40,5% no número de casos, com destaque para o ano de 2019.

Foram 1.115 casos naquele ano, menos da metade do número de homicídios ocorridos em 2011, pior ano da série histórica, com 2.244 casos. Na comparação com 2018, o Estado passou de 1.441 homicídios para 1.115, uma redução de 22,6%.

Os números absolutos registrados entre os anos de 2014 e 2019 também apresentam redução, neste caso, de 46,5%. Os dados começam a cair acentuadamente a partir de 2015, quando passaram dos 2.085 registrados no ano anterior para 1.748.

Nos anos seguintes, os registros mostram 1.820 casos em 2016, 1.813 em 2017 – ano em que estourou em todo o país a guerra de facções que elevou o número de mortes – e 1.441 em 2018.