André Mendonça libera Ciro Nogueira e irmão de cumprirem medidas cautelares no caso Master

Quem esperava uma decisão 'terrivelmente rigorosa', ela se deu, no entanto, absolutamente simpática

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve ser mesmo uma “simpatia”. Considerado bolsonarista e “terrivelmente evangélico”, como disse o próprio Jair Bolsonaro (PL) ao indicá-lo para corte, ele suspendeu as medidas cautelares impostas ao senador bolsonarista Ciro Nogueira (PP-PI) no âmbito das investigações do escândalo do Banco Master.

O escândalo, entre outras coisas, envolve o rombo de R$ 40 bilhões do chamado Fundo Garantidor de Créditos (FGC), do Banco Central.

O caso de fraudes e corrupção, comandado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pegou muita gente dita “de bem” no meio político.

O senador Ciro Nogueira, presidente do PP é um deles; além de Flávio Bolsonaro que cobrou de Vorcaro R$ 134 milhões, a pretexto de fazer um filme para o pai.

Mas, segundo a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, o ministro Mendonça liberou Nogueira de cumprir medidas cautelares, antes determinadas no processo que o identificou como sócio de Vorcaro. Foi nessa parceria que o senador comprou uma cobertura triplex de R$ 22 milhões em um prédio de luxo em São Paulo, exatamente três meses após virar sócio do banqueiro.

A partir da decisão de Mendonça, o senador voltou a ser autorizado a manter contato com seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira, também investigado. A restrição de comunicação entre os dois havia sido determinada anteriormente durante as apurações. O irmão, que estava de tornozeleira, foi igualmente liberado das medidas cautelares.

Sem dúvidas nenhuma, uma decisão pra lá de simpática.

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