28 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Apesar de diminuir mortes em 21%, Bolsonaro quer o fim de radares

Por puro achismo, presidente disse em live no Facebook que o objetivo das lombadas eletrônicas “não é diminuir acidentes” e sim multar os motoristas

Nas rodovias federais, mais respectivamente nos quilômetros em que foram colocados radares ou qualquer tipo de dispositivo eletrônico que iniba infrações de trânsito, houve uma redução de 21,7% no número de mortes em acidentes. Vale lembrar que ele ainda propõe ampliar o número de pontos para uma CNH ser suspensa.

Apesar disso, por puro achismo, o presidente Jair Bolsonaro, em atitude populista, os aparelhos serão retiradas da estrada ao final do seus contratos de operações. O Ministério da Infraestrutura não fala em fim dos radares, mas em reavaliação. Mas o presidente falou em live e dificilmente voltará atrás.

No dia 8 de março, ao vivo no Facebook, no que mais pareceu ser uma atitude de campanha, ele disse que o objetivo das lombadas eletrônicas “não é diminuir acidentes” e sim multar os motoristas, afirmando que “não haverá mais lombadas eletrônicas e as que já existem não serão renovadas”.

Neste momento, o governo deveria estar assinando os novos contratos dos radares, mas após a declaração do presidente, já há trechos de estradas ficaram sem controle de velocidade.

Mais sensata, a Justiça Federal determinou que nenhum radar fosse retirado de rodovias federais e que o governo prorrogasse por 60 dias os contratos perto de expirar. A decisão diz que não há dados técnicos que justifiquem o fim do serviço. Claro, foi realizada de puro achismo ou ilusão de saber o que está fazendo. E isto vai custar vidas.

Ou não. No mínimo, se após 80 tiros o exército não matou ninguém, após ter matado um inocente no Rio, com certeza ele não assumirá a ampliação de mortes no trânsito por mais uma decisão populista e embasada em nada.