24 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade

Pequeno Polegar

Pequeno Polegar é um jovem jornalista que se acha “radical chic”, disposto a acompanhar nesse blog os fatos pitorescos do cotidiano, falando de personagens e de personalidades que costumam pisar na bola pelo meio mundo. Mas, com toda consideração.

Mamão: um doce de pessoa

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Mamão é cria de uma família tradicional em Alagoas. Pensou em ser político. O caminho mais fácil para ter fazendas, bois no pasto, jatinhos e muito dinheiro pelos bancos daqui e de além mar. Nascido em Bebedouro tentou com o pai, um panificador respeitado, o vil metal para a campanha. Mas, dele ouviu a severa recomendação de que fosse estudar ou procurar um 'lavado de roupa'. Segundo Considerado, fofoqueiro de plantão, sem o apoio necessário, morreu aí o projeto de Mamão ser um político influente em terras alagoanas. O problema é que ele não levava muito jeito para pegar no pesado. Em algo mais leve só tivesse estudado como o irmão doutor, primeiro aluno da faculdade de medicina, orgulho dos pais e hoje da sogra. Ainda assim, a família arranjou um emprego para Mamão no Produban. E

Considerado e a baronesa do Brejo Grande

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O Considerado chega eufórico numa roda de amigos, após descobrir que a noiva dele é bisneta de uma baronesa. E a descoberta se deu de maneira meio brusca. Ele comprou um presente no dia dos namorados e ela praticamente recusou o mimo. Isso o deixou chateado, mas relevou com a notícia de que a jovem tinha “sangue azul”. Contou que comprou uma caixa de guardar bijouterias e entregou a Joana Lemos, a noiva penedense. A moça quando abriu o pacote disse logo que aquilo não era um presente digno da linhagem dela. - Como assim, Considerado? – Ela queria um anel de brilhante. E eu, lascado, com que dinheiro? O resultado é que a jovem ficou mesmo brilhando de raiva. Largou a caixa em um canto qualquer e disse a ele para melhorar a relação, pois a tradição de família sempre foi arrojada e f

Considerado e Batoré na marcha da maconha. Eita confusão.

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Fazia algum tempo que o silêncio reinava no trabalho. Não havia ninguém para perturbar. E olhe que o silêncio não é uma coisa comum em uma redação. Mas, como sou mais discreto procuro um cantinho afastado e faço meu trabalho sem muita algazarra. Éa história de ter sido educado na Suíça que me acompanha até hoje. Fazia algum tempo... Mas como nada dura para sempre, o silêncio foi interrompido pela chegada intempestiva do Considerado. E sinceramente não sei aonde fui arranjar essa amizade. Mas também não posso me livar dela, pois ele acaba me trazendo informações. Ele entrou na redação ofegante e com a orelha inchada e avermelhada. Fiquei curioso e espantado com aquela cena. Diante da uma entrada repentina e afobada perguntei: - O que houve amigo? - Levei uma porrada pra deixar d

Considerdo de penetra na festa do Pastor Lalau

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O Pastor Lalau, primo-irmão da cega Dedé, faz aniversário nesta data. A lista de convidados dele é imensa. Mas, há um grupo seleto que se reúne numa mesa só, coordenada pelo amigo Sonho de Valsa. Imagine a turma dessa mesa: Boi branco, Coleguinha, Beleboi, Caturité, Oio de Kombi, Batoré, Bananola, Zé Colmeia, Purê, Papudo da Pizza, Doquinha, Manguito, Biu Pivete, Magistrate, Magistrado  e o penetra do Considerado. O Pastor  já passando dos 50 anos, segundo o Coleguinha, foi ao Recife fez um implante de cabelo e está parecendo um guri. Iria gastar quase igual aquele senador que usou o jatinho da FAB  - de Brasilia até a capital pernambucana - para chegar na hora marcada. Homem de sorte, o Pastor não gastou quase nada. Segundo a conversa na mesa, ele tem uma sogra de um enorme coraç
Considerado, um gordinho gostoso e o bolo de aniversário

Considerado, um gordinho gostoso e o bolo de aniversário

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Passei  o fim de semana  naquela velha e surrada poltrona do apartamento pensando na cenas vividas no cotidiano, as quais de alguma forma mexem com a sensibilidade de qualquer um, mesmo daqueles que acham que as suas são ocultas ou não existem. Vez em quando escancarava a boca cheia de dentes, como dizia Raul, só que pensando na vida. Uma das cenas que mexeram mais comigo aconteceu no sábado, 23, quando mergulhado no trabalho ouço uma voz rouca e desafinada cantando parabéns pra você, nesta data querida. Assim, tiro os olhos do teclado do computador e vejo aquela silhueta pesada e espaçosa do Considerado trazendo um bolo achocolatado e uma vela acesa no meio. Distraído, pergunto quem é o aniversariante e ele para estupefato à minha frente: - Como é a história Pequeno? -
Considerado, a pensão e o milhão da Prefeitura de Maceió

Considerado, a pensão e o milhão da Prefeitura de Maceió

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A vida é mesmo assim. Nos impõe uma canseira de burro de carga, mas é preciso seguir em frente atento e forte. Claro que aqui ou acolá há semre uma paradinha para relaxar. Ou com os amigos na mesa do bar ou até mesmo no próprio trabalho, quando se ouve lorota de quem não tem o que fazer. E hoje o dia começou assim. Imagine que mal assumo meu lugar no computador para trabalhar, ouço uma voz se aproximando e cantando um velho sucesso do saudoso Dominguinhos. - Vai ter forró/ lá na casa do Biu/ Você vai ver/ o que nunca viu... Quem poderia ser? Ele, o Considerado. Pensei que tinha visto passarinho verde logo pela manhã. Mas ele explicou que à noite havia passado na casa de um juiz amigo dele, que é da vara de família, e já tinha se acertado sobre o dinheiro da pensão da filha que

Revoltado, Considerado tenta fazer rima com propina

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Estava correndo atrás da notícia, quando passo em frente a igreja do Livramento, no centro de Maceió,dou de cara com o Considerado, que estava saindo do bar do Chope. O homem era a cara da revolta. Falava pelos cotovelos e xingava tudo quanto é político alagoano. Procurei saber a razão de tamanha aflição e ele reclamou: - A mãe do meu filho disse que vai me denunciar por que eu atrasei a pensão alimentícia. Falei para ele que isso é coisa séria, por que pensão atrasada é um dos poucos casos da Justiça brasileira que bota gente na cadeia de verdade. Foi aí que ele pegou ar mesmo. - Quer dizer que eu, lascado, sem dinheiro, desempregado, vou parar na cadeia por que não posso pagar pensão? - Provavelmente sim. - E o que acontece com esses políticos que são acusados de recebe

O Gadus Morhua e os amigos que adoram comprar e não pagar

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Um amigo comprou em São Paulo um legítimo Gadus Morhua. Pagou um preço nada barato e vendeu a quase três vezes mais aqui na terra dos marechais.  O detalhe é que vendeu fiado a clientes amigos: um médico, um juiz e um exterminador de cupim, que criou uma nova tecnologia para matar os insetos sociais, depois de fazer um curso no Pronatec. O que o vendedor de bacalhau não sabia é que a clientela gosta mais é de uma boca livre. Autênticos BDP, ou seja, bocas de ponche. O trio de compradores, segundo me contou o Considerado, tem uma relação comercial bem intrínseca. Um deve ao outro ou todos se devem. O negociante, que é um Pastor meia boca, está a cobrar dessa turma, desde a semana a santa mas ainda não viu a cor de um centavo sequer. Estava eu trabalhando e chega o Considerado citan

A lingua do Considerado e a intervenção nas Prefeituras

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Alguém bradou alto nos portais da cidade que o Tribunal de Contas do Estado estava pedindo à Justiça e ao governador de Alagoas que decretassem intervenção em mais de 30 municípios alagoanos, cujos prefeitos são acusados de improbidade administrativa e outros probleminhas cavernosos. Com essa notícia o Considerado chegou esbaforido na redação do eassim.net. De longe, logo que o vi, pensei: - Acabou o meu sossego. Mas deixei que se aproximasse para saber o que estava acontecendo. E ele com o triste vício de morder a língua perguntou: -Tu visses Pequeno? - Visse o quê? - Essa história da intervenção nas Prefeituras, mais de 30. Tu acreditas? - Não se trata de acreditar, mas de esperar os fatos acontecerem. - Vais esperar sentado. Ali é só jogo de cena... - Considerado

A mala do Considerado e a jornalista ‘Bleinia’

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Nesse tempo de tanta notícia ‘cabeluda’ nosso amigo Considerado já não dorme mais. Passa o dia na internet vasculhando os sites para ficar bem informado. E tem os preferidos dele. Blogueiros, então, conhece todos. E agora deu para perturbar a gente na redação porque quer conhecer “a Bleinia”.   - Não é “Bleinia” não, Considerado, é Bleine. - Não se meta não Pequeno, punossasinhora! O jeito era não me meter mesmo. Mas, o cara está obcecado e disse que quer trocar umas ideias com a colega jornalista. Fui logo avisando: - Estou fora. - Está fora por quê? Por que está fora? - Deixe pra lá que eu não quero embarcar na sua viagem. - “A Bleinia” me parece um doce de pessoa, mas precisa de umas dicas sobre reportagens mais picantes. -Meu Deus Considerado você vai levar um chega pra lá