1 de dezembro de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

Bolsonaro cogita vetar ampliação de pena por maus-tratos a animais

Presidente cogita ouvir internautas para avaliar crimes como o de Carlos Bolsonaro, que jogou um bomba no cachorro do vizinho

Menos de 24 horas após Congresso aprovar a proposta que aumenta a pena para maus-tratos contra cães e gatos, o presidente Jair Bolsonaro disse, em sua live semanal nas redes sociais, que fará uma enquete no Facebook para decidir se vai sancionar a lei.

Pelo texto que passou no Legislativo, a pena, que implicava em uma detenção de três meses a um ano, além de multa, passaria reclusão de dois a cinco anos, mais multa e proibição de guarda.

Entretanto, o presidente, que achou a punição pesada e uma decisão muito difícil para tomar sozinho:

“Vou colocar no meu Facebook o texto da lei, para o pessoal fazer comentários. Só deixo avisado: quem for para a baixaria é banimento. Pode reclamar, a pena é excessiva, é grande, tem que sancionar, tem que vetar. Porque não é fácil tomar uma decisão como essa daí”. Jair Bolsonaro.

Sem ter recebido o memorando de que pra estar ao lado de Bolsonaro é preciso acatar 100% do que diz, a youtuber mirim Esther Castilho, de 10 anos, não concordou quando questionada durante a live:

“Eu acho que é muito pouco a pena, viu? A gente tem que cuidar do animal, não tem que maltratar ele”. Esther Castilho, youtuber de 10 anos.

Seria interessante saber se o presidente, ou seja lá quem cuida de seus perfis nas redes sociais, iria considerar baixaria mencionar, por exemplo, o que seu filho 02, Carlos Bolsonaro, fez com o cachorro do vizinho.

Carlos Bolsonaro

Em conversa com colegas Câmara Municipal do Rio, o vereador Carlos Bolsonaro “revelou que atirou uma bomba caseira em um cachorro porque o animal não parava de latir”. A informação, de 2019, é de Ancelmo Gois, do O Globo.

Segundo o colunista, o artefato é conhecido como o nome de “Malvina” e o animal era de um vizinho do vereador. Carlos disse que fez isso porque o cachorro “não parava de latir”. Na conversa, o 02 do presidente não revelou se o artefato atingiu o animal e se ele ficou ferido.

E se tivesse acontecido hoje, Carluxo teria problemas com a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 1998), pois o Congresso criou um item específico para cães e gatos, que são os animais domésticos mais comuns e principais vítimas desse tipo de crime.

Segundo o pai Bolsonaro, há lobby do “pessoal que defende animais” para ele sancionar a proposta que aumenta a pena. Ele também citou, no entanto, que existem pessoas próximas a ele reclamando que a nova pena seria “muito alta”. Presidente: é só não mal-tratar animais…

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