24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
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Brasil: 70 mil mortes e uma gente nefasta que não está nem aí

Como a banalização da morte mudou o comportamento da vida de grande parte dos brasileiros

Banalizar a morte é um desrespeito cruel à vida

Impressionante como a banalização da vida tornou-se uma marca da sociedade brasileira nos tempos atuais, quando quase ninguém mais sente nada com 70 mil mortes no Brasil em consequência de um vírus avassalador.

São 70 mil mortes e ninguém está nem aí, com raras exceções.

Eis uma tragédia que, no fundo, o sentimento gerado em cada um é aquela história repetitiva de que isso vai passar.

Claro. Está passando, mas arrastando consigo uma infinidade de almas.

Isso, no mínimo, seria motivo para muita indignação. Com o sistema, com quem facilitou com as normas de segurança, com quem não adotou a prevenção, com quem não cuidou do semelhante, com quem impôs seus interesses particulares contra os da coletividade, enfim, com quem banalizou a vida e facilitou a morte.

Isso é de uma crueldade intolerável. Não há luto, nem luta.

O que há é muito descaso de gente nefasta.