24 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
Maceió

Braskem vai indenizar mais 800 imóveis em Alagoas

Antes já haviam sido incluídos 1.918 imóveis; Implementação custará mais de R$ 3,3 bilhões

Atualizado em junho de 2020

A Braskem vai indenizar mais 800 imóveis em Alagoas, de acordo com o documento enviado ao mercado nesta terça-feira (15). Em julho, a companhia já havia informado que haviam sido incluídos 1.918 imóveis para desocupação nos bairros Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro.

Todos estão próximos da região onde a empresa petroquímica realizava atividades de mineração de sal e que foi afetada por um fenômeno de afundamento de solo.

A empresa realizou novos estudos para saber a abrangência do evento e constatou a necessidade de incluir cerca de 800 imóveis no Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação.

“A Companhia iniciará tratativas para a celebração de um possível aditivo ao Acordo firmado com as autoridades no dia 0 de janeiro de 2020, o que poderá implicar em gastos adicionais estimados no montante de aproximadamente R$ 300 milhões”. Nota da Braskem.

De acordo com o documento, para a implementação das potenciais novas medidas referentes ao evento geológico de Alagoas, a companhia, levando em consideração as informações existentes, estima aproximadamente o valor de R$ 3,3 bilhões.

Farol

Na semana passada, equipes da Coordenadoria Municipal Proteção e Defesa Civil (Compdec) deram início aos levantamentos de fissuras, trincas e rachaduras registradas em imóveis no bairro do Farol.

O estudo possui um caráter investigativo e tem como objetivo analisar se o aparecimento de rachaduras em alguns imóveis do bairro tem relação com a instabilidade de solo que afeta os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, provocados pelas atividades de mineração, segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Seis casas da Rua Tenente Antônio de Oliveira, no bairro do Farol, foram vistoriadas pelas equipes do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec).

As unidades apresentavam fissuras, trincas ou rachaduras que foram analisadas pela equipe técnica, que coleta dados para saber se o problema estaria associado à instabilidade de solo já identificada no Mapa de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias.

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