15 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Butantan começa a entregar 3,4 mi de doses da CoronaVac

A fábrica funciona 24 horas por dia, fabricando 1 milhão de doses neste período

Trezentos funcionários atuam em turnos de 12 horas para produzir a CoronaVac, vacina contra covid-19, no Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo.

A equipe é dividida em quatro grupos e cada um tem folga de 36 horas para cada período trabalhado. Desse grupo, 150 pessoas foram contratadas no ano passado.

A fábrica funciona 24 horas por dia —depois de ter ficado parada por três semanas, por falta de insumos. Hoje, 3,4 milhões de doses recém-produzidas começam a ser entregues para o Ministério da Saúde.

O Butantan fabrica um milhão de doses de CoronaVac por dia. O instituto —ligado ao governo de São Paulo— quer duplicar a produção depois de terminar todo o envase da vacina contra o vírus da Influenza, causador de um tipo de gripe. A previsão para que isso ocorra é entre abril e maio.

Primeira vacina

O Butantan não divulga os gastos com a CoronaVac —segundo a assessoria, parte do dinheiro é investido nos insumos importados e o contrato com o laboratório chinês Sinovac prevê confidencialidade.

O governador João Doria (PSB) prometeu que vai munizar todo o estado de São Paulo, mas, até ontem, nem 4% da população havia sido vacinada.

O Ministério da Saúde divulgou um plano de imunização nacional na semana passada, mas incluiu mais doses do que as que devem estar disponíveis já para o mês de fevereiro.

A CoronaVac foi a primeira vacina aplicada no Brasil, em 17 de janeiro. Além dela, a Oxford/AstraZeneca também está sendo produzida em território nacional, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.