23 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Caiu na rede? Virou produto…

Os profissionais desenvolvedores de redes sociais têm um ponto em comum: eles fazem de tudo para manterem seus filhos longe dos celulares. Pelo menos até certa idade. Eles sabem como o sistema é manipulador e os protegem dos perigos online.

“O Dilema das Redes”, documentário da Netflix que aborda o tema, vem dando o que falar. O filme mostra como as redes sociais sabem mais sobre nós do que imaginamos. Até pela forma como arrastamos os dedos nas telas e pelos cliques eles deduzem o nosso estado de espírito.

Se estamos tristes, alegres, ansiosos ou impacientes, de uma coisa tenha certeza: eles sabem como nos sentimos e, a partir daí, nos entregam conteúdos. Eles quem? Um exército de robôs, interligados numa rede que foi criada para nos influenciar e nos manter presos num círculo vicioso, em um mundo paralelo, escravizados.

Sim! A web nos transformou em produtos. Nossos dados e padrões de comportamento são vendidos encaixotados em bites. Seja para corporações e, no pior dos casos, para fins políticos inescrupulosos.

É brasileiro e se identificou? Pois é. Veja no que deu a primeira eleição em que a internet foi muito importante. Observem o avanço da extrema-direita, do ódio e dos sentimentos mais monstruosos que vemos aflorar na sociedade no âmbito mundial.

Olhem os conflitos que crescem por toda a parte. Pois é, a rede está nos dividindo em bolhas. Cada uma delas permeada por sua própria verdade. Estamos voltando a nos organizar em tribos e a enxergar o mal no outro.

Especialistas temem pelo futuro, mas há os otimistas, que acreditam numa forma diferente de lidarmos com o mundo virtual. Afinal, é válido sacrificar a paz social ou aumentar, cada vez mais, os lucros de grandes corporações já bilionárias?

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