17 de janeiro de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Com medo de surto no Brasil, China pede que empresas de alimentos elevem estoques

O receio é o fechamento de portos ou a redução de embarques tanto ao redor do mundo quanto na China.

A China pediu que empresas de comércio e processadoras de alimentos aumentem os estoques de grãos e oleaginosas diante de uma possível segunda onda do coronavírus e o agravamento das taxas de infecção em outros países.

Negociadores estatais e privados de grãos, assim como produtores de alimentos, foram orientados a adquirir maiores volumes de soja, óleo de soja e milho durante conversas com o Ministério do Comércio da China nos últimos dias, disseram três fontes comerciais à Reuters.

O receio é o fechamento de portos ou a redução de embarques tanto ao redor do mundo quanto na China.

‘Autoridades nos aconselharam a aumentar os estoques, manter os suprimentos mais altos do que normalmente temos. As coisas não parecem bem no Brasil”. Comerciante de um dos maiores processadores de alimentos da China

Ele se referia ao principal fornecedor de soja da China e importante exportador de carne, cujo número de casos da covid-19 superou os de Espanha e Itália.

Os embarques brasileiros de soja foram adiados em março e abril devido a uma combinação de fortes chuvas e mão de obra reduzida à medida que entraram em vigor regras de contenção por causa do coronavírus, levando a uma queda nos estoques chineses de soja para baixas recordes. As chegadas do Brasil desde então se recuperaram, mas autoridades continuam cautelosas com novas interrupções.