22 de janeiro de 2021Informação, independência e credibilidade
Personalidades

Compositor Aldir Blanc morre após complicações do coronavírus

Ao lado de João Bosco, escreveram clássicos como “O bêbado e a equilibrista”, imortalizada por Ellis Regina e que se tornou hino pela campanha pela anistia

Aldir Blanc morreu nesta segunda-feira (4), aos 73 anos. Abatido pelo novo coronavírus, ele estava com infecção generalizada e internado no CTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, desde o dia 15 de abril.

Ele foi cronista e autor de versos memoráveis da música brasileira, cronista das tristezas e alegrias do país. Carioca, abandonou a faculdade de medicina pra seguir carreira no ramo musical. Seu primeiro lançamento, ‘Agnus sei’, teve ainda parceria com João Bosco, e “Águas de março”, de Tom Jobim no lado A do disco.

Mas seu grande parceiro artístico foi mesmo Bosco. Um tinha o rico lirismo do letrista; o outro, a sofisticação rítmica e harmônica do violão e das melodias do então desconhecido músico mineiro. Aldir construiria uma das mais prolíficas e contundentes parcerias da história da música popular em todo o mundo.

Juntos, escreveram clássicos como “Bala com bala”, “Caça à raposa”, “Linha de passe”, “Cabaré”, “Kid Cavaquinho”, “O mestre-sala dos mares”, “De frente pro crime” e “O bêbado e a equilibrista”, que, na voz de Elis Regina, uma das principais intérpretes do duo, se tornou o hino pela campanha pela anistia.