23 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Considerado revela para avó: ‘O pastor era o Jesus da Goiabeira’

Amigos fazem brinde virtual no dia do aniversário do Pastor do Gabi

No pé de goiaba dá de tudo. Até pastor

Quarentena, dia chuvoso, vento frio. E o Considerado levantou cedo. Pulou  da cama  e fez o café da manhã para avó Nildinha e a Cega Dedé. Mas, salgou o cuscuz.

Ainda bem que não queimou o pão com manteiga que levou ao forno.

As duas idosas são fãs de cuscuz com leite. Só que diante do sal além da conta preferiram comer o pão com ovo frito e queijo coalho que ele preparou. Nildinha até estranhou tanta disposição.

Num estalo entendeu tudo: fim de mês, aposentadoria na conta, o neto esperava mesmo a mesada. Afinal, não trabalha e agora na pandemia nem biscates faz mais.

Metido em uma camisa polo vermelha de marca “falsier”, todo penteado, ele foi questionado pela avó: – Por que essa produção toda Considerado, vais para algum lugar? – Não vó vou ficar por aqui, mas participarei de um aniversário.

Ela ficou sem entender. –Eu não estou aniversariando, Dedé também não, que história é essa?

O neto disse que hoje, 30 de maio, é o dia do aniversário do pastor, membro corregedor do Grupo do Gabi (Gabiru).

–O Pastor é aquele que chamam de grileiro de terras indígenas e que queria ser tesoureiro da igreja daquele vigarista do Waldemiro Santiago, Considerado? – Bem vó, dizem isso, mas ninguém prova nada. Mas, segundo o Coleguinha, todos têm convicção.

-Ah, Coleguinha é aquele doutor do dedão que parece um Viking. Sou vidrada nele. –Deixe de assanhamento dona Nildinha, que o homem é bem casado.

Também curiosa, a cega Dedé quis saber a história do aniversário. Ele disse que como os amigos não estão podendo se encontrar nos bares de sempre, o Tonelada propôs uma live coletiva para um brinde ao pastor. –E o que peste é live, meu rapaz? –É um evento pela internet onde as pessoas se veem, conversam, dão risadas, fazem qualquer coisa, cada um em lugar específico. – Disse. – Olhe menino não entendi nada, mas vá ao seu aniversário. -Retornou Dedé.

A ideia do “Ton” é que cada membro do grupo ligue o celular, às 13 horas, e se apresente em uma espécie de videoconferência, mas cada um com a bebida preferida na mão. E ao mesmo tempo cantem os parabéns ao pastor.

Só que o Corregedor MP, o Purê Coletor e o próprio Coleguinha disseram que não são crianças para entrarem numa “besteira dessas”.

Outros se animaram. O Magistrado logo comprou uma garrafa de vinho. O Ton, como sempre, um litro de vodka, Cordeirão bailarino, um litro de Caraçuípe, Branca de Neve, cerveja Devassa, Batoré, no Campari, Silvio paizinho, uísque Teachers, Bill Pontão, no Red, Dedé Papada, um Château D’Arsac, Sargento Garcia, conhaque, e o Considerado esperando o dinheiro da avó para comprar um corote ou uma tubaína qualquer.

-Só não entendo uma coisa, Considerado, esse povo todo com essas bebidas e esse pastor bebe?

-É quem bebe mais, vó.

-Minha nossa. E esse homem é da igreja?

-Hoje é tudo moderno, a senhora sabe.

-Nunca soube de pastor que bebe. Soube de pastor que trepa.

-E esse é especialista.

-Como é que é?

-É vó. Não lembra daquela história da ministra que disse que viu Jesus na goiabeira?

-Sim e daí?

-Foi lá na fazenda dele.

-E era ele que estava trepado na goiabeira?

-Ela, com dor de barriga, se agachou tarde da noite no pé de goiaba…

-Meu Deus… E ele?

-Ele, escondido em um galho, gritou: -Estou vendo tudo!

-E ela correu?

-Não, mas começou a gritar: – Ah Jseus, venha a mim senhor, venha mim!

-E foi?

-Abafe o caso…

 

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