21 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade
Política

CPI tem semana crítica com ex-ministros Araújo, Pazuello mais a Capitã Cloroquina

Ex-ministro da Saúde deixou de ir na primeira semana com a justificativa de que havia tido contato com pessoas contaminadas

Após ouvir os dois primeiros e o atual ministro da Saúde, a CPI da Covid finalmente vai interrogar a figura chave para comprovar se houve omissões ou falhas por parte do governo federal neste período de pandemia: o general Pazuello, nesta quarta (19).

Ernesto Araújo

Antes dele, amanhã (17), os senadores tomarão depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo. Ele é considerado uma das peças-chave para esclarecer a condução da pandemia pelo governo federal.

Os senadores devem questioná-lo, principalmente, sobre o papel da diplomacia brasileira no enfrentamento da covid-19, em especial na obtenção de insumos e vacinas.

Os embates do ex-chanceler com membros da diplomacia chinesa, principal fornecedor de insumos para fabricação de vacinas do Brasil, serão o centro da oitiva.

É possível que o ex-ministro também tenha que responder por uma possível resistência à compra de oxigênio para Manaus da Venezuela.

General Pazuello

O depoimento mais esperado da CPI é o do ex-ministro da Saúde mais longevo do governo de Jair Bolsonaro: Eduardo Pazuello.

Era o general quem estava no comando da pasta quando a Pfizer fez uma oferta de 70 milhões de doses ao Brasil. Segundo a empresa, o governo ignorou três propostas negociação em agosto de 2020.

Pazuello deixou de ir na primeira semana de oitivas com a justificativa de que havia tido contato com pessoas contaminadas pela covid-19.

Desta vez, a AGU apresentou ao STF pedido de habeas corpus, concedido pelo ministro Ricardo Lewandoski. Com isso, o ex-ministro poderá ficar em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo, mas deve dizer a verdade sobre terceiros.

Capitã Cloroquina

Na quinta-feira (20) é esperado o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida nas redes sociais como ‘capitã cloroquina’.

Os senadores querem ouvi-la sobre a defesa de medicamentos antivirais durante a crise de oxigênio em Manaus (AM) no início do ano.