24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

Bolsonaro abandona Bezerra Coelho e Marcos Rogério, senadores da tropa de choque na CPI

Senador que ficava vermelho de raiva deixou liderança do governo e o chata das “narrativas” não terá apoio em eleição para governador

Ambos senadores na CPI da Pandemia. Um, líder do governo no Senado que acabou sendo apelidado de “camarão”, do tão vermelho que ficava quando defendia o presidente . O outro, um bonachão metido a articulado, mas que só falava em “narrativa”, desinformava descaradamente e passou mais vergonha que Luis Carlos Heinze (PP-RS), pois este parecia já não estar mais bem cognitivamente.

A dupla é Bezerra Coelho (MDB-PE) e Marcos Rogério (DEM-ROM). Que possuem algo mais em comum: foram abandonados pelo presidente.

Como líder do governo, Bezerra Coelho tentava mostrar trânsito entre os partidos, um discurso mais centrado politicamente e defesa do governo com fatos. Falhou. Principalmente por causa dos crimes de seu cliente. Mas caiu lutando, esbravejando, perdendo a paciência, ficando vermelho de raiva.

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Hoje, está fora da liderança do governo. Ele decidiu entregar seu cargo na quarta (15), após derrota na disputa pela vaga do TCU (Tribunal de Contas da União).

Auxiliares do presidente defendem Marcos Rogério em seu lugar, por sua atuação na linha de frente em defesa do governo durante a CPI. Mas o chato das “narrativas” não deve assumir, por não ter trânsito entre partidos (é figura má quista) e porque, simplesmente, fora abandonado pelo presidente.

O presidente da CPI, Osmar Azis, já chamou o governista Marcos Rogério de “Rolando Lero”, do tanto que ele tenta atrapalhar nos trabalhos da casa

Um dia antes da saída de Coelho, o presidente indicou que não apoiará o senador Marcos Rogério para o governo de Rondônia em 2022. Questionado por apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que só tem o seu candidato ao governo de São Paulo.

“Tem Estados que tem até 4 candidatos que me apoiam. Não posso ficar com 1, os 3 vão ficar chateados comigo, pô”. Jair Bolsonaro, presidente.

Que seja constado: Marcos Rogério, que fez papel de babaca no Senado, inventando ladainha e desviando a atenção para sua figura chata e caricata de “amor incondicional ao presidente”, fazendo de tudo por seu governo na CPI, foi abandonado politicamente para que outros “não fiquem chateados”.

Claramente, não atuou na CPI pensando nos mortos e demais vítimas da Covid-19. O fez por interesses próprios. E se seu objetivo era conseguir apoio do presidente nas eleições de 2022, tudo o que conseguiu foi fazer papel de besta.

Recursos

Independente de tudo, há de se convir que defender o presidente nesta CPI foi uma ação infeliz. Ele até hoje ataca a vacinação e outras medidas, seu governo claramente tentou lucrar com a pandemia e passividade ou medidas erradas aumentaram de forma cruel o número de mortos pela Covid-19 no Brasil.

Mas se ainda tem brasileiro dando a tapa para defender Bolsonaro, muitos de graça, não é muito difícil imaginar que Coelho e Rogério também não o fizessem. Ainda mais com tantas emendas que receberam para defender Jair com unhas e dentes, como mostrou levantamento da Crusoé, ainda em julho deste ano:

Politicamente podem até sido abandonados por Bolsonaro, mas financeiramente? Estes dois estão muito bem, obrigado.