12 de julho de 2024Informação, independência e credibilidade
Blog da Graça Carvalho

Democracia X Fascismo: sua tia pode mesmo não saber a diferença

E a notícia falsa ajuda a desinformar

A campanha para o segundo turno mal começou e a  “guerra” Fake News  pelo convencimento de indecisos, e, evidentemente, daqueles que apostaram em outras candidaturas no primeiro turno, recomeçou. Por isso mesmo, é preciso usar todos os filtros para questionar a veracidade  de uma  determinada informação. No entanto, é preciso  também separar “joio de trigo” e firmar uma posição.

Isso é essencial, uma vez que há dois lados claramente definidos. A opção pela omissão (a exemplo daquela lavada de mãos de Pilatos que autorizou a crucificação de Jesus Cristo) pode  favorecer um desfecho com graves repercussões  para o Brasil e toda a América Latina.

O resultado da votação do próximo 28 de outubro pode entrar para a história do Brasil como um marco de consolidação dos preceitos constitucionais de um país democrático de direitos humanos,  ou marco do retorno da doutrina fascista pelas portas de um dos mais importantes países da América Latina.

É preciso buscar informações  em fontes seguras, para  não cair  na besteira de acreditar, por exemplo, que “o Brasil vai virar uma Venezuela”. Que tal consultar uma fonte de informação segura, a exemplo da Constituição Federal,  que aponta para o compromisso do Brasil, nas suas relações internacionais, com a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações? Isso, sim, é fato.

Por essas e outras, vale conferir um artigo recente do filósofo Rafael Azzi, com o título “Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada”, no qual ele descreve e, ao mesmo tempo, analisa as estratégias utilizadas para disseminação do fascismo em nível mundial e, no Brasil, em particular.

Para concluir esta postagem, só mais uma coisa: “informação é poder”, por isso mesmo, é preciso usá-la em favor da democracia, que, só para reforçar, é o contraponto do fascismo.