16 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
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Depois do perdão das dívidas de R$ 1,9 bi, pastores agora querem isenção total

Eles querem isenção para operações financeiras, propriedades, renda, bens, serviços, insumos, obras de arte e remessas de dólares para o exterior

“Perdoai minhas dívidas em nomes da nossa igreja, senhor”…

Só  há uma razão para que pastores evangélicos briguem nas redes sociais – e contra o STF – pela reabertura de suas igrejas em plena pandemia do coronavírus: O lucro. Não há outra.

As igrejas enchem e eles passam as sacolinhas nos templos cada vez mais suntuosos de Malafaias, Santiagos, Macedos e Soares, entre outros.

Estes senhores receberam do presidente Jair Bolsonaro, via Congresso Nacional, o perdão de R$ 1,9 bilhão em débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU). Incluindo aí dívidas com a Receita Federal.

É o maior escândalo da renúncia fiscal já praticado no País. Deviam e foram liberados do pagamento. Simples assim.

Só que agora eles querem muito mais. Passaram a defender uma reforma tributária no País que lhes atenda da melhor forma possível.

Segundo o Jornal Estadão, a bancada evangélica, sob o patrocínio das igrejas desses “santos do pau oco”, atua agora  para incluir na proposta da reforma uma ampliação da imunidade tributária das igrejas, isentando as entidades religiosas de qualquer cobrança incidente sobre propriedade, renda, bens, serviços, insumos, obras de arte e até operações financeiras, como remessas de dólares para o exterior.

Diga-se de passagem que obras de artes são artigos preferenciais de paraísos fiscais no mundo inteiro, exatamente para a lavagem de dinheiro dos milionários.

Eles não brincam. Simplesmente zombam de todos em ritmo de aleluia.

Irmãos…