19 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Depois do perdão de R$ 1 bi, pastores querem imunidade para remessas de dinheiro ao exterior

E mais: querem imunidade de impostos sobre propriedades, bens, serviços, insumos, operações financeiras e obras de arte.

Pastores em culto no Planalto: Perdoai minhas dívidas, senhor, em nome de Jesus

Depois do perdão de dívidas antigas com a Receita Federal, na ordem de R$ 1 bilhão, os pastores das igrejas evangélicas do País decidiram que querem muito mais do governo.

E já têm proposta pronta para a Reforma Tributária.

Os pastores, liderados por Edir Macedo e Silas Malafaia, acharam pouco o perdão -que deve ser sancionado por Jair Bolsonaro até o dia 11 próximo- e estão apresentando uma emenda constitucional na Reforma Tributária ampliando à imunidade tributária para as igrejas.

De acordo com a proposta deles,  a imunidade deve atingir todos os tributos incidentes sobre propriedade, renda, bens, serviços, insumos, obras de arte e até operações financeiras (como remessas ao exterior) das igrejas.

Enquanto isso, o  cidadão simples, trabalhador, empresário ou qualquer um outro com pendências com a Receita Federal não tem escapatória. O governo não vacila e cobra com juros e correções.

O contribuinte, portanto, só tem uma alternativa: ou paga ou paga. O contrário não é permitido e se alguém insistir em desrespeitar as normas perde bens e ainda pode ir preso.

Para fugir disso, só mesmo abrindo uma igreja em nome do senhor.

Afinal, o dinheiro arrecadado poderá ser enviado a bancos suíços sem problemas.

 

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