28 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Em Maceió, Queiroga diz que surto de dengue está pior que de Covid-19

Alagoas registrou 2.870 casos de dengue, contra 491 do mesmo período do ano passado

Foto: Edvan Ferreira / Secom Maceió

De passagem em Maceió, para a inauguração do novo serviço de radioterapia do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que em alguns estados o número de casos de dengue zika e chikungunya ja preocupa mais que a Covid-19

O ministro, no entanto, lembra que o combate ao mosquito não é para ser feito apenas pelos órgãos públicos e cobrou da sociedade um auxílio no combate.

“Cada cidadão tem que controlar a presença do mosquito em casa. Não é só cobrar das autoridades sanitárias. Cada um tem que fazer a sua parte”.

Maceió e Alagoas

Segundo a Gerência das Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou, dos 50 bairros da capital, 20% deles estão em situação satisfatória, 44% em alerta e 36% são considerados em risco para ocorrência de epidemia de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Os índices de infestação mais elevados foram identificados nos bairros Jaraguá (12%), Jardim Petrópolis (11,81%), Poço (10%), Ponta da Terra (8%), Ouro Preto (7,70%) e Gruta de Lourdes (7,31%), que apresentaram índices de infestação predial acima de 4% e risco de epidemia de arboviroses.

Alagoas registrou 674 casos suspeitos de dengue e 100 de chikungunya em apenas uma semana. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (16).

Em três semanas, foram registrados 53 casos provavéis de zika. A forma mais eficaz de prevenir as três doenças é controlar a proliferação do mosquito Aedes aegytpti.

De janeiro a abril deste ano, Alagoas registrou 2.870 casos de dengue, contra 491 do mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 584%, mas sem o registro de óbitos confirmados.

Fotos: Ascom Sudes

Notificações

Em Maceió, com a alta de casos de dengue, zika e chikungunya, a Prefeitura notificou e autuou 120 terrenos baldios que trazem algum risco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti , principal transmissor das três doenças.

Até maio, a Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) recebeu 100 denúncias referentes a essas localidades.

São locais com muita vegetação e lixos, onde, em tempos de chuva, costumam acumular água parada e, consequentemente, contribuem para a geração de focos do mosquito.