4 de dezembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Maceió

Entidades criticam em reunião a falta de ordenamento no comércio do Centro de Maceió

Entidades marcaram um ato contra a desordem no Centro na próxima quarta, às 9h, no Largo das Brasileiras

Preocupados com o aumento desordenado do comércio informal que toma conta de Maceió, principalmente no Centro da capital alagoana, o setor produtivo de Maceió esteve reunido na manhã desta quarta (27), na Associação Comercial de Maceió.

Na ocasião foi discutida a falta de ação da prefeitura do município e a proposta do projeto de lei que cria a faixa amarela sem delimitar espaços para que esse tipo de comércio ocorra.

De acordo com o assessor jurídico da Associação Comercial de Maceió, Alessandro Medeiros de Lemos, a informação é a de que a maioria dos ambulantes que estão no Centro não são de Alagoas.

“As entidades que representam o setor produtivo como a Aliança e Associação Comercial de Maceió buscam o entendimento com o poder público e não o confronto. Já realizamos diversas reuniões e não tivemos respostas”. Alessandro Medeiros de Lemos.

Presente a reunião, o vereador Chico Filho falou sobre o momento delicado que está sendo vivenciado.

“Não podemos aceitar a desordem que está no Centro e em toda Maceió. Se não tivermos o ordenamento mínimo, até o camelô vai sofrer sem vender seus produtos. Conheço pessoas que perderam mais de 50% do total de suas vendas, chegando a vender apenas 10 reais em um dia”. Chico Filho.

A presidente da Aliança Comercial de Maceió, Andreia Geraldo falou que o momento é de união de forças para melhorar o Centro de Maceió.

“Precisamos nos unir, do jeito que está o Centro vai acabar morrendo e todos seremos prejudicados. Se o poder público quer promover socialmente os ambulantes que ofereça cursos, locais apropriados e adequados para que as pessoas possam trabalhar dignamente”. Andreia Geraldo.

Para o presidente da Associação Comercial de Maceió,  Kennedy Calheiros, todos perdem quando não existe ordem.

“O comércio gera empregos formais e recolhe tributos. Se todo mundo resolve virar ambulante a bagunça vai tomar de conta e o prejuízo vai se instalar para todos. A alternativa é o diálogo para encontrarmos uma solução”. Kennedy Calheiros.

As entidades marcaram um ato contra a desordem no Centro na próxima quarta-feira (3), às 9h, no Largo das Brasileiras.