28 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
Mundo

EUA e Europa expulsam bancos da Rússia do sistema financeiro internacional

O corte da Rússia do Swift é um pedido direto da Ucrânia, que espera ver um pacote de sanções mais rígido contra a Rússia

A invasão a Ucrânia já custa muito caro à vida na Rússia

Os Estados Unidos, o Canadá a União Europeia e o Reino Unido concordaram neste sábado, 26 em bloquear bancos russos “selecionados” do sistema global de mensagens financeiras Swift e impor “medidas restritivas” ao Banco Central da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia.

As medidas foram anunciadas conjuntamente como parte de uma nova rodada de sanções financeiras destinadas a “responsabilizar a Rússia e garantir coletivamente que esta guerra seja um fracasso estratégico para [o presidente russo Vladimir] Putin”. As restrições ao banco Central visam US$ 600 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) em reservas que o Kremlin tem à sua disposição.

“Isso garantirá que esses bancos sejam desconectados do sistema financeiro internacional e prejudiquem sua capacidade de operar globalmente”, escreveram as nações em comunicado conjunto divulgado pela Casa Branca.

O Swift (abreviação de Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) é uma rede de comunicações que conecta bancos em todo o mundo. O consórcio com sede na Bélgica liga mais de 11.000 instituições financeiras que operam em mais de 200 países e territórios, atuando como um centro crítico que permite pagamentos internacionais.

Porém, por se tratar de uma abordagem direcionada, ou seja, não implica toda a Rússia como deseja a Ucrânia, significa que o país, pelo menos por enquanto, ainda poderá colher receitas de suas vendas de gás para a Alemanha, Itália e outras potências europeias.

Até o início dos ataques militares russos na semana passada, a Alemanha e a Itália se opuseram à proibição geral de transações com a Rússia, que cortaria cerca de 40% da receita do governo russo. Mas nos últimos dias, sua postura começou a mudar.

Aliados de ambos os lados do Atlântico também consideraram a opção Swift em 2014, quando a Rússia invadiu e anexou a Crimeia e apoiou forças separatistas no leste da Ucrânia. A Rússia declarou então que expulsá-la do sistema seria equivalente a uma declaração de guerra.

Pedido – O corte da Rússia do Swift é um pedido direto da Ucrânia, que espera ver um pacote de sanções mais rígido. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse na sexta-feira que pressionou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, “a usar toda a influência dos EUA em alguns países europeus hesitantes para banir a Rússia do Swift”.