27 de fevereiro de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Feriadão de Natal teve mais de 1300 casos confirmados de Covid em Alagoas

Reuniões familiares, festas clandestinas e relaxamento no distanciamento podem cobrar caro na próxima janela de contágio

Entre a véspera de Natal (24) e o domingo seguinte (27), o Brasil viveu um feriadão intenso, com muitas compras para presentes, reuniões familiares e agitação social nas ruas. Durante uma pandemia.

Exatamente neste período, só em Alagoas foram registrados mais 1.373 casos confirmados de Covid-19, dentre os mais de 8.900 casos que aguardam o resultado. Não menos importante, nestes quatro dias foram registrados mais 28 óbitos provocados pela doença.

A implicação é que as reuniões familiares, festas clandestinas com aglomerações por todo estado e relaxamento no distanciamento social podem cobrar caro na próxima janela de contágio.

Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas foi acionada por conta de uma festa clandestina em Guaxuma

Cansada ou se sentindo invencível, a população parece ter se esquecido: o contágio do novo coronavírus é forte. E a conta não é cobrada à vista, mas sim a longo prazo.

Bem, necessariamente não tão longo, mas curto na verdade: por média, leva-se de 7 a 11 dias para uma pessoa infectada perceber os primeiros sintomas. E se infelizmente estes forem graves, em menos de uma semana já é possível notar uma perigosa falta de ar. Frio dizer, mas tudo indica que a conta destes dias de celebração será cobrada logo no início de janeiro.

Esses dados sobre o período de incubação passamos praticamente um ano ouvindo. O problema é que junto com um governo que não cuida nem vacina, mais a desinformação, temos o cansaço e frustração da população que tratou esse como o último Natal a ser celebrado. Ou como se nada estivesse acontecendo.

E ainda temos o réveillon. Uma tempestade perfeita de mais aglomerações, das pessoas recém infectadas, seja as assintomáticas ou as que ainda não sentiram os sintomas, espalhando este vírus para mais pessoas ainda.

O curioso é que na passagem do ano, a esperança coletiva é a de jogar no lixo este (péssimo) 2020 e começar do zero o próximo ano. Mas com o contágio tão avançado, um distanciamento social tão relaxado, e uma ausência total de plano de vacinação, 2021, infelizmente, promete mais desta situação de pandemia.