22 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Governo Bolsonaro cortou 95% dos recursos para combate ao trabalho infantil

Segundo o Papa Francisco, o trabalho infantil para o ganho de outros é uma violação da dignidade humana

A violação da dignidade humana, segundo o Papa Francisco

O governo Bolsonaro abandonou todas as ferramentas legais para o combate a exploração do trabalho infantil no País. Por determinação do Presidente da República a verba destinada para esse fim sofreu uma redução de 95%.

Em 2019, o governo tinha à disposição R$ 6,7 milhões para as estratégias de combate ao trabalho infantil que prolifera no País. Em 2020, Bolsonaro reduziu para R$ 331 mil. Em 2021 cortou mais ainda. Ou seja, o orçamento foi de apenas R$ 310 mil.

Enquanto isso, o orçamento secreto liberado para deputados e senadores segue fazendo a farra dos aliados do governo, em meio a uma série de denúncias de compras superfatradas e de cobranças de propina por pastores e pagãos. Até mesmo propina em ouro.

Em tempo: os dados sobre o descaso com o combate ao trabalho infantil foram divulgados pelo  Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc – que  atua com um corpo técnico de facilitadores, colaborando para simplificar o entendimento do orçamento público pela população. O Inesc está situado em Brasília.

O trabalho infantil, segundo o Papa Francisco, “é a exploração das crianças nos processos de produção da economia globalizada para o lucro e ganho de outros. É a negação do direito das crianças à saúde, à educação e ao crescimento harmonioso, incluindo a possibilidade de brincar e sonhar. É roubar das crianças o seu futuro e, portanto, a própria humanidade”.

Enfim, diz o papa, trata-se “de uma violação à dignidade humana”.