22 de novembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Governo recebe a sugestão no Congresso para criar o imposto do pecado

O imposto, além da CPMF, pode vir a ser a grande novidade da Reforma Tributária

Um novo imposto? Com a palavra os pecadores do Brasil

Praticamente sem dar reajuste ao salário mínimo em 2021, o ministro da Economia Paulo Guedes disse que o Brasil passa por uma grave crise de desemprego, o que impede o governo de cogitar a adoção de uma política de reajustes reais ao salário mínimo.

Nada de diferente até agora quando se trata do trabalhador da base da pirâmide. Para não dizer que ficou sem nada, ele terá R$ 22 de acréscimo no salário, a partir do próximo ano, passando-o a R$ 1.067,00.

A novidade mesmo do debate entre parlamentares no Congresso e a equipe do senhor Guedes foi a proposta a senadora do PP, Kátia Abreu.

Ela propôs, para o governo arrecadar mais, o “Imposto do Pecado”.  Isso mesmo, com todas as letras.

O governo já decidiu recriar a nova CPMF – antes tão condenada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro e muita gente mais – que agora vem como imposto digital e até admite taxar lucros e dividendos, o que pegaria a dinheirama dos afortunados do País, investidores e outros tantos.

Agora, sem dúvida nenhuma, o imposto do pecado é uma novidade. Curiosamente, a ideia não saiu da não menos pecadora bancada evangélica.

E o que é isso mesmo?

Disse a senadora que o “imposto sobre o pecado”, seria elevar as para o consumo as taxas de cigarros e bebidas, junto com a taxação do carbono sobre o consumo da gasolina. O que, obviamente, elevaria os preços ainda mais desses produtos, considerando que a ideia é arrecadar neste caso R$ 70 bilhões a mais a cada ano.

Resta saber como reagirão as mais diversas legiões de pecadores desse País?

Até por que há dias de sede que água não resolve. Muito menos no tanque do carro.

 

 

 

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