27 de outubro de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Inflação dispara e setembro tem a maior alta dos últimos 27 anos

Acumulado dos últimos 12 meses já ultrapassa os 10%

Inflação dispara e a crise toma conta da economia popular

É cada vez mais preocupante a escalada da inflação no País. A disparada em setembro e registrou alta de 1,14%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior taxa para o mês nos últimos 27 anos, ou seja, desde o início do Plano Real, em 1994. Com esse resultado, o indicador, que é considerado uma prévia da inflação oficial (o IPCA), mostra elevação de 7,02% no ano e acumulou alta de 10,05% nos últimos 12 meses.

De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços registraram alta em setembro. O setor de habitação, que vinha liderando a pressão inflacionária em agosto devido à energia elétrica, neste mês teve impacto de 0,25%, ficando atrás do grupo de alimentação e bebidas (com impacto de 0,27% no índice) e do grupo de transportes, que foi o que mais puxou a alta em setembro, correspondendo a 0,46% do total de 1,14% registrado.

A alta em transportes, segundo o Instituto, foi de 2,22%, influenciada pelo reajuste de preços dos combustíveis, que acelerou o ritmo de 2,02% para 3% no período observado. Com alta de 2,85% ante agosto, a gasolina foi a nova vilã da inflação, tomando o posto antes ocupado pela energia elétrica. “Foi o subitem que exerceu o maior impacto individual do mês no IPCA-15”, informou nota do IBGE. Nos últimos 12 meses, a gasolina subiu 39,05%.

Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, explica que os reajustes feitos pela Petrobras (nas refinarias) na gasolina tipo A, que compõe 73% da gasolina comum vendida nos postos, já alcança 47% em 2021. O etanol anidro, que compõe os outros 27% do combustível, subiu 64%.