21 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Isolado e humilhado no cargo de vice, general Mourão é um pote ‘até aqui de mágoas’

‘É muito chato o presidente fazer uma reunião com ministros e deixar o vice-presidente de fora’, diz ele.

Mourão: o general vice que excluído do governo do capitão

Praticamente sem qualquer função relevante dentro do governo Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, se sente isolado e, portanto, humilhado no cargo.

Em entrevista, ao Jornal Estado de São Paulo, Mourão disse que sequer sabe o que se discute no Palácio do Planalto.

E foi mais além em um desabafo: – É muito chato o presidente fazer uma reunião com os ministros e deixar seu vice-presidente de fora.

Mourão, enquanto general do Exército Brasileiro, se sente enquadrado pelo Capitão. E revela: – Isso não é bom para a sociedade.

Em seu lamento, o vice-presidente destaca que a situação é mesmo esdrúxula, uma vez que “eventualmente, eu tenho que substituir o presidente e, se não sei o que está acontecendo, como vou substituir? Não há condições.”

Mourão é considerado um “ninguém” no palácio,  para Bolsonaro e os filhos que governam o País. E fez sua queixa lembrando que, em uma vídeo conferência com as lideranças do Planalto se ofereceu para chefiar a delegação brasileira nas cúpulas do Clima e da Biodiversidade da ONU. Mas, como resposta, teve apenas um profundo silêncio do Presidente da República e nada mais.

Mas, para a pregação militarista feita por Bolsonaro no País, Mourão diz que a luz amarela acendeu dentro das Forças Armadas. Segundo ele os próprios comandantes entendem que eles têm de abrir os braços, estabelecer uma barreira e dizer:

-Olha, é daqui para trás. Daqui para a frente ninguém pode ultrapassar.

E aí quem quiser que analise: um recado ou um enigma?

Agora que Mourão é um pote “até aqui de mágoas”, isso é.