27 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Justiça

Justiça suspende concurso da PM e Seplag não confirma data das próximas etapas

Grupo de 150 pessoas teria comprado o gabarito da prova e até mesmo homem com passagens na prisão foi aprovado

Foto: Márcio Ferreira

O TJ/AL suspendeu, nesta quarta-feira (15), o concurso da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). O juiz Geraldo Tenório Silveira Júnior concedeu liminar após ação pública movida por candidatos que fizeram a prova e alegam que houve fraude, como a venda de gabarito, entre outros.

Candidatos chegaram a pedir um pagamento de indenização por dano moral aos candidatos, no valor total de R$ 3 milhões de reais.

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), com isso, anunciou que estão suspensas temporariamente as próximas fases do concurso.

Leia mais: Concurso para a PM de Alagoas pode ser suspenso e candidatos indenizados

O magistrado determinou que Seplag e Cebraspe adotassem as providências em até dois dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Além disso, o juiz também estabeleceu o prazo de 20 dias úteis para que os citados apresentem contestação e informem se têm interesse em conciliar e se pretendem produzir provas em audiência de instrução, implicando o silêncio em falta de interesse.

A Cebraspe deve publicar a informação da interrupção temporárias das fases seguintes para que, “de forma tranquila, possamos acompanhar o desenrolar das investigações e tomar as decisões mais adequadas em relação ao pleito”, disse Fabrício Marques, titular da Seplag.

Fraude

Um homem foi preso na sexta-feira (10) por desacato depois de ter sido denunciado por vizinhos por conta de som alto no bairro Santa Lúcia, parte alta da capital.

No local, havia uma comemoração de aprovados no Concurso Público para ingresso na Polícia Militar de Alagoas. Entretanto, o homem preso teria no “currículo” 7 prisões. Além disso não preencher os requisitos do certame, ele só teria a 4ª série do Ensino Fundamental.

A polícia também vai investigá-lo por suspeita de fraude. Paralelamente, uma outra denúncia dá conta de que um grupo de União dos Palmares, cerca de 150 pessoas, que teria comprado o gabarito da prova realizada no dia 15 de agosto. As respostas corretas da prova teriam sido clonadas, e daí viria a aprovação de presidiários ou ex-presidiários.