30 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Kim não gostou: Alexandre Frota tomou pra si a marca MBL

Ex-ator pornô, o deputado federal chegou a chamar o grupo de “movimento das bichinhas livres”

Um grupo ligado ao ex-ator pornô e deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) levou no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), o registro da marca MBL – Associação Movimento Brasil Livre. Esta é mais uma parta da saga que leva mais de dois anos, em confronto com o, também congressista, Kim Kataguiri (DEM-SP).

Famoso por liderar atos pró-impeachment da petista Dilma Rousseff, o MBL já foi chamado por Frota de “movimento das bichinhas livres”, chamou Kim de “filhote de Jaspion” e disse que outro integrante precisava “tomar uma pirocada bem dada para parar de mentir”.

Faz parte do grupo o empresário Vinicius Aquino, que assessora o ator e organizou a comitiva à China que opôs parlamentares do PSL e Olavo de Carvalho, e Cleber Teixeira, ex-advogado do vereador Fernando Holiday (DEM-SP), um dos fundadores do primeiro MBL.

MBL responde

O notório MBL soltou nota, criticando a decisão de uma “empreitada psicodélica capitaneada por Frota e seus assessores”:

“O uso da marca é realizado desde 2014 por este grupo e o pedido de registro no INPI é anterior ao da associação fraudulenta, garantindo o amparo legal e administrativo diante da tentativa de golpe. A propriedade da marca seria, portanto, pública e notória”.

Ainda cabe recurso dentro do próprio INPI e também na Justiça. O advogado do MBL, diz que o grupo rival registrou a marca numa categoria específica, de educação, cultura e congressos. “Eles podem abrir uma escola de ingles chamada MBL, mas não podem criar um movimento social chamado MBL.” E a Justiça seguirá perdendo tempo com isso.