19 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Lugar de mulher é onde ela quiser: os desafios de uma fotógrafa nos parques de vaquejada

O que faz uma mulher num parque de vaquejada? Qualquer coisa que ela quiser! Umas curtem, paqueram, se divertem, outras trabalham duro, seja compondo a cena da pista, como protagonistas no papel de vaqueiras, seja registrando todos os lances em cliques sensacionais. É nesse cenário que a fotógrafa Ana Clark, especializada em animais e esportes equestres, tira a base do seu sustento, produzindo imagens fantásticas em cliques incríveis que a tornaram reconhecida em vários cantos do Brasil, como a fotógrafa das vaquejadas.

Já fugiu de touro brabo, pulou cerca, levou sopapo, quebrou costela, pegou frieira, coisas de quem vive coladinha na vida de gado. Sacrifício? Nenhum! Ela adora o que faz, e é daquelas que acreditam piamente que lugar de mulher é onde ela quiser, mesmo em ambientes e situações que, pelo desconforto e adversidades, costumam ser qualificados como “tipicamente masculinos”. No seu campo de trabalho, Aninha é fera, semeia disposição, qualidade, simpatia e bom humor e colhe bons resultados em cliques incríveis e imagens fantásticas que lhe rendem admiração, respeito profissional e uma legião de fãs e seguidores pelo Brasil afora.

Herdou do pai o amor pelos cavalos e pelas vaquejadas. Agrônoma por formação, decidiu ser fotógrafa no dia da formatura, quando ganhou uma máquina fotográfica. Pendurou o diploma na parede e a máquina no pescoço. Nunca mais tirou. Especializou em fotos de animais – de pequenos insetos aos de grande porte, e buscou seu foco nas fazendas, nos haras, nos parques de exposição e nas pistas de vaquejada. Nunca mais deixou o ofício.

Na chuva, no sol, no meio do mato, não tem tempo ruim para essa alagoana arretada, que estará conosco partir das 20h, num bate-papo pra lá de descontraído, na Live do blog Por elas. Ela vai falar do seu trabalho, da presença cada vez maior das mulheres em espaços ainda considerados predominantemente masculinos; de como conquistou seu lugar no mercado da fotografia de esportes equestres, de como lida com possíveis situações de assédio e discriminação e, claro, sobre a polêmica que envolve as festas de vaquejada.

E, lógico, como mulher, profissional, ativista ela vive em busca de novas conquistas: de espaços, de condições mais seguras para o trabalho dos fotógrafos e fotógrafas das vaquejadas.

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