22 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Mil fiscais da Receita entregam cargos de chefia em protesto por salários

Enquanto isso, o ministro Paulo Guedes diz que são “parasitas e vagabundos”

Auditores da Receita Federal entregam os cargos de chefia em protesto

Em crise por reajuste apenas a policiais, o governo federal encontra cada vez mais resistência de outras categorias do funcionalismo. O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) informou, na tarde desta quinta-feira, 30 que cerca de 1000 auditores fiscais entregaram cargos de chefia.

Segundo o Sindifisco Nacional, a adesão à paralisação da categoria ultrapassa 90% do quadro efetivo. Outras categorias, como o Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa carreiras de base do funcionalismo, o chamado ‘carreirão’ e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), representante da elite do serviço público, também mobilizam manifestações e até paralisações para o início de 2022.

Uma reunião emergencial foi realizada na quarta-feira (29/12) para debater direcionamentos sobre o que pode ser feito no começo de 2022 para tentar reverter a situação.

O objetivo é negociar com integrantes da categoria que formam a base do funcionalismo público, cerca de 80%, e que recebem os menores salários dentro do serviço público federal.

 Sem reajuste desde 2017 e com inflação acumulada de 27,2% de lá para cá o sentimento geral entre os funcionários do do carreirão é de indignação, segundo as lideranças da categoria.

“Parasitas” no meio da lama

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  mandou dizer ao Palácio do Planalto que não quer nem saber de reajuste salarial para os servidores públicos federais.

Guedes que já chamou servidores de vagabundos e parasitas,  agora diz ao presidente da República que se der aumento salarial vão todos parar no “meio da lama”, como em Brumadinho (MG).