27 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Maceió

Moradores de Gurgury e Guaxuma querem suspensão das obras da rede coletora de esgotos

Eles querem um entendimento sobre o ponto mais adequado para construir o equipamento

Os moradores dos loteamentos Gurgury e Guaxuma, um mês depois que tiveram de sair às ruas para evitar a devastação de sua área verde em decorrência de uma decisão já abortada pelos responsáveis da obra de duplicação da Rodovia AL-101 Norte enfrentam agora um novo desafio na região.

Agora o incômodo vem da Prefeitura de Maceió, que pretende coletar os esgotos do bairro inteiro de Guaxuma, incluindo os dos edifícios “espigões”, para concentrá-los num lagoão tamponado e turbinado por um sistema de grandes bombas elétricas.

Estas bombas serão implantadas na pracinha central dos loteamentos com o objetivo de encaminhar os dejetos, durante 24 horas, ao tubulão central da futura rede coletora do Litoral Norte.

Os moradores já encaminharam ofício ao Prefeito Rui Soares Palmeira solicitando a imediata suspensão das obras no local até que haja um entendimento sobre o ponto mais adequado para construir o equipamento, que leva o nome de Estação Elevatória.

Eles questionam ainda o porquê a Prefeitura baratear as obras, reduzindo o número das elevatórias de Guaxuma para apenas uma, retirando a primeira elevatória da frente dos edifícios espigões para concentrar tudo no coração das casas de dois loteamentos. Vale lembrar: estes já possuem um sistema de fossas sanitárias consolidado, conforme normas aprovadas pela própria Prefeitura de Maceió.

A indignação dos moradores, representados pela Associação dos Moradores dos Loteamentos Gurgury e Guaxuma é crescente, já que o prefeito não deu retorno às suas demandas oficiais.

Eles pontuam que não são contra o projeto de implantação da rede coletora de esgotos de várias localidades do Litoral Norte, mas deixaram claro que não pretendem ser os “bois de piranha” de uma lógica de barateamento arbitrário das obras de saneamento que jogue nas costas das comunidades problemas como fedor, barulho e ocupação indevida e desfigurante de seus espaços comunitários.

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