26 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Maceió

Moradores do Pinheiro fazem protesto na orla e pedem apoio a população

Novas manifestações estão sendo programadas em defesa do bairro

Com faixas e cartazes nas mãos, um grupo de moradores do Pinheiro saiu em protesto pela orla de Maceió neste domingo, 31, tentando o apoio e a solidariedade dos moradores da parte baixa da cidade para a causa que aflige toda uma população que é vitima das ameaças que pairam sobre o bairro.

Moradores do Pinheiro em protesto na orla de Maceió

A manifestação foi convocada pela Associação dos Empreendedores do Pinheiro. Alguns participantes lamentaram, no entanto, a indiferença de muitos os frequentadores e moradores da orla em relação a situação vivida não apenas pelo pessoal do Pinheiro, mas também por parte dos habitantes dos bairros do Mutange e Bebedouro.

De acordo com os organizadores novas manifestações serão realizadas e a população maceioense  como um todo será chamada para participar, considerando que o problema atinge a cidade como um todo, do ponto de vista de sua economia e da saúde de cada cidadão, “por que o Pinheiro é Maceió e, portanto, todos somos Pinheiro”, como disse um dos participantes do ato de protesto,

O caso – Uma série de crateras e rachaduras em prédios vêm surgindo no bairro do Pinheiro ao longo dos tempos e o caso agravou após um tremor de terra no passado. O caso está sendo investigado por técnicos do governo federal e pela Defesa Civil, mas em função dos problemas surgidos a Prefeitura de Maceió decretou estado de calamidade calamidade pública não só no Pinheiro, mas também no Mutange e Bebedouro, em decorrência do agravamento das fissuras em imóveis e vias públicas nestas regiões.

As especulações sobre o caso são as mais diversas e há quem sustente que a extração de salgema realizada pela Braskem ao cabo de quase 40 anos em Maceió tenha provocado as ameaças nos bairros. As informações ainda não foram confirmadas, mas a população inteira sofre as consequências do drama vivido por cada habitante das áreas de riscos mapeadas pelos técnicos que investigam a situação.