28 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Justiça

MPF recebe plano da Defesa Civil de Maceió sobre imóveis ocupados no Mapa de Risco

Previsão de mais chuvas no mês de junho causa preocupação e reforça necessidade de ações para salvaguardar vidas

Atendendo ao ofício expedido pelo Ministério Público Federal (MPF), a Defesa Civil do Município de Maceió apresentou, na tarde da última segunda-feira (6), um plano de ação para resguardar a vida e integridade física das pessoas que ainda permanecem dentro do Mapa de Risco.

Atualmente, 78 imóveis com orientação para desocupação imediata por risco de desabamento continuam habitados em área atingida pelo afundamento do solo provocado pela exploração de sal-gema realizada pela empresa petroquímica Braskem, em Maceió (AL).

Durante a reunião, representantes da Defesa Civil municipal apresentaram um plano de ações voltadas para os moradores que ainda permanecem em imóveis em situação de grave risco de desabamento na área do Mapa de Risco.

Este plano será apresentado à Justiça Federal por ter sido elaborado para dar cumprimento à decisão judicial que obriga a Defesa Civil a evacuar as áreas vulneráveis dentro do Mapa.

Às procuradoras da República Julia Cadete, Juliana Câmara e Roberta Bomfim, a Defesa Civil informou também sobre a severidade da quadra chuvosa prevista para este ano de 2022, destacando que o mês de junho deve ser um dos mais chuvosos dos últimos anos, sendo necessária a adoção de medidas preventivas pela população que se encontra em áreas de risco.

Mapa das áreas de desocupação e monitoramento

Chuvas

Diante das fortes chuvas que têm caído em todo estado de Alagoas desde os últimos dias de maio, principalmente na cidade de Maceió, o MPF expediu ofícios a diversos órgãos requisitando informações sobre as providências adotadas para resguardar a vida e integridade física das pessoas que ainda permanecem em área de risco de afundamento.

De autoria do grupo de trabalho do MPF que acompanha o Caso Pinheiro/Braskem, os documentos destacaram que o encharcamento do solo pode ser evento catalisador para o processo de afundamento que acontece em parte de cinco bairros da capital, em razão da exploração de sal-gema pela Braskem.