13 de agosto de 2022Informação, independência e credibilidade
Expresso

Nasa divulga primeira imagem oficial do telescópio James Webb

Cientistas da Nasa escolheram cinco alvos espaciais que possuem indicadores para prover novas descobertas sobre o Universo e serão divulgadas amanhã

Finalmente foi divulgada a primeira imagem do telescópio James Webb. A imagem é um registro da região mais profunda já observada do universo pelos humanos.

Oque se vê na imagem é o aglomerado de galáxias SMACS 0723. Ele é conhecido por sua massa, com sua galáxia central pesando 358 bilhões de vezes a massa do nosso Sol.

O SMACS 0723 está localizado a 4,2 bilhões de anos-luz de distância e sua enorme massa distorce o espaço-tempo, agindo como uma lente gravitacional que amplia galáxias ao fundo que são muito mais fracas e muito mais distantes.

Aglomerado de galáxias SMACS 0723 tem o tamanho de um grão de areia. “Esta fatia do vasto universo cobre um pedaço de céu aproximadamente do tamanho de um grão de areia segurado no comprimento de um braço por alguém no chão”, informou a Nasa em comunicado de divulgação da imagem, que agora é o registro no espectro infravermelho mais nítido e profundo do universo distante.

Até então, o recorde de distância de um telescópio é do Hubble, que observou a galáxia GN-z11, localizada a cerca de 13,4 bilhões de anos-luz da Terra — uma média de 400 milhões de anos do início do Universo.

Quanto mais perto da distância da criação do Universo, maior as chances dos telescópios registrarem novos locais e vestígios estelares que ajudarão a entender como as galáxias foram criadas, como cresceram e se desenvolveram, além do surgimento dos buracos negros no espaço.

Em geral, o telescópio Webb observará as galáxias mais antigas e distantes do espaço e trará um novo olhar sobre o Universo e o que ocorreu no início dele, por meio do uso da luz infravermelha.

Como comparação, aqui está uma imagem do mesmo local, mas tirada pelo telescópio espacial Hubble:

Próximas imagens

As fotografias que serão conhecidas nesta terça-feira (12/7) não foram tiradas a esmo. Os cientistas da Nasa escolheram cinco alvos espaciais que possuem indicadores para prover novas descobertas sobre o Universo.

O primeiro local é a Nebulosa de Eta Carinae, uma das maiores e mais brilhantes do céu. Essa nebulosa é um berçário estelar, entre seus tufos e nuvens nascem novas estrelas. Ela está localizada a 7.500 anos-luz da Terra.

Outra nebulosa que também será revelada é a NGC 3132: Nebulosa do Anel do Sul, a cerca de 2.000 anos-luz de distância. Ela é uma concha de gás em expansão de um sistema estelar binário onde uma estrela perdeu seu envelope gasoso e se transformou em uma anã branca.

O terceiro foco é o exoplaneta WASP-96b. O JWST apenas pegará um espectro dele, para entender em detalhes a composição de sua atmosfera. Este mundo distante está localizado a 1.150 anos-luz da Terra. Tem a metade da massa de Júpiter, mas orbita sua estrela em apenas 3,4 dias. Em 2018, foi determinado que este era o primeiro exoplaneta sem nuvens.

Um pouco mais distante, o Quinteto de Stephen, um dos mais antigos grupos compactos de galáxias conhecidas, também será revelado. Elas interagem umas com as outras há eras criando estruturas cheias de atividade cósmica. As galáxias estão localizadas a 290 milhões de anos-luz de distância.

Por último, o SMACS 0723, um aglomerado de galáxias conhecido por sua massa, com sua galáxia central pesando 358 bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Ele está localizado a 4,2 bilhões de anos-luz de distância e sua enorme massa distorce o espaço-tempo, agindo como uma lente gravitacional que amplia galáxias ao fundo que são muito mais fracas e muito mais distantes.