28 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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No Dia do Jornalista, Sindjornal defende liberdade de imprensa, democracia e respeito aos profissionais

Sindicato destaca situação de trabalhadores demitidos das empresas pertencentes à família Collor de Mello, que há dois aguardam receber direitos trabalhistas

Nesta quinta-feira, 7 de abril – Dia do Jornalista, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) parabeniza a categoria pelo trabalho prestado à sociedade, principalmente em período de pandemia, onde a informação foi essencial para combater as “fake news” e esclarecer a população sobre a importância da prevenção contra a Covid-19. O sindicato ressalta ainda a defesa intransigente dos jornalistas, da liberdade de imprensa e da democracia.

O Sindjornal chama atenção da sociedade brasileira, especialmente de autoridades e da população, para os graves e recorrentes ataques cometidos contra os jornalistas alagoanos, tanto com relação aos direitos trabalhistas, quanto ao exercício da profissão, com frequentes tentativas de violação à liberdade de imprensa.

Receber direitos indenizatórios tem sido uma árdua batalha de jornalistas demitidos das Gazetas

Nesse contexto, o presidente do Sindjornal, Izaias Barbosa, destaca a gravíssima situação dos jornalistas e demais trabalhadores das empresas da Organização Arnon de Mello (OAM) – Gazeta de Alagoas, TV Gazeta, Gazetaweb, Rádio Gazeta e TV Mar -, de propriedade do senador Fernando Collor e família. São mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras que, após anos e anos de vínculo empregatício, exercendo suas atividades, foram demitidos e não receberam, até hoje, nenhum centavo de rescisão indenizatória. “De uma hora para outra, os trabalhadores demitidos não podem mais recorrer à Justiça do Trabalho, e passam a ser credores de uma ação de Recuperação Judicial – subterfúgio a que a empresa se apega de maneira oportunista, para golpear de forma abominável os trabalhadores e fugir da falência e das responsabilidades trabalhistas”, disse o presidente.

De acordo com o Sindjornal,  a OAM apresentou um Plano de Recuperação altamente prejudicial aos trabalhadores (agora transformados em credores),  cujo teor prevê exclusão de 100% de multas, juros e correção, mesmo que a empresa descumpra acordos firmados,  o que, para a entidade, representa calote.  Segundo a assessoria jurídica do Sindjornal, o grupo Arnon de Mello, em que pese ter se referido à crise econômica envolvendo as mídias tradicionais para pedir Recuperação Judicial, na verdade não vem cumprindo, há anos, obrigações trabalhistas, a exemplo do recolhimento do FGTS, mesmo quando a tal dificuldade econômica das empresas de comunicação não existia. Portanto, acrescenta o sindicato, dar calote em trabalhador nas Gazetas é recorrente.

O vice-presidente do Sindjornal, Pedro Roberto, também alertou os credores trabalhistas para rejeitarem o Plano de Recuperação Judicial proposto pela OAM. “As empresas de Collor se aproveitam desse instrumento “legal” para dar verdadeiro “calote” em credores, desconfigurando, portanto, o sentido maior da legislação falimentar de recuperação. É lamentável que o dono da OAM – senador Fernando Collor de Mello – siga fazendo piruetas para enganar a sociedade com a pretensão de novamente concorrer a cargo público, enquanto, para os ex-trabalhadores de suas empresas, sobram miséria,  indignação e  revolta”, disse Roberto.

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