18 de outubro de 2021Informação, independência e credibilidade
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O “apagão” das redes e a geração dos chips no punho e na testa

O “apagão” das redes sociais dessa segunda-feira (4) suscitou o debate sobre o quão grande é a nossa dependência da internet. O quanto de importância tem a vida on-line e a real.

Confesso que sou fã de tecnologia. Ela facilita nossas vidas de uma maneira formidável. Sou de uma geração que experimentou a transição digital e que testemunhou como os recursos que temos hoje tornaram nossas vidas mais fáceis.

Por exemplo, ela nos permite fazer pagamentos sem precisar enfrentar trânsito e filas em bancos e lotéricas; falar com alguém em qualquer lugar (tem a parte ruim nisso também); poder chamar um carro e se deslocar para onde quiser; reencontrar e restabelecer laços com pessoas que você perdeu contato ou que se mudaram para longe; transferir dinheiro imediatamente.

Mas, é claro, que há gente sem caráter que utiliza a tecnologia para o mal, como espalhar fake news odiosas, dar golpes nas pessoas; produzir e compartilhar materiais indescritíveis.

Muitos jovens já nasceram no mundo digital. O apagão do Whatsapp, Facebook e Instagram é uma situação incomum para eles. Essa geração não sabe lidar com a ausência desses recursos. Nós, que vivenciamos outra realidade, ainda sobrevivemos.

Nada de papo de velho, de que bom era antigamente, quando as casas dependiam de lampiões ou lamparinas para ter iluminação. Mas, o que devemos refletir, é sobre como devemos construir uma sociedade menos dependente das gigantes da internet. Senão, os chips no pulso e na testa não demorarão a ser implantados em cada ser humano.