1 de dezembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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O corregedor de justiça escondido atrás da pilastra e a balela da corrupção no Planalto

A velha história de que a corrupção estava apenas no telhado dos outros sempre foi enganação

Bernardo Garcez: o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Há, na ordem do dia, uma pergunta que não quer calar: -Por quê Jair Bolsonaro chamou ao seu gabinete o juiz que vai julgar o seu filho Flávio Bolsonaro denunciado por corrupção?

Pode até ter sido para jogar gamão. Afinal, no jogo vence quem retirar primeiro do tabuleiro todas as peças. E nesse caso se o juiz retirar é vitória garantida para as partes…

Mas, aí vem um segunda pergunta de quem fica com a pulga atrás da orelha: -Por quê sua excelência, o magistrado envergonhado, se escondeu atrás de uma pilastra do Palácio do Planalto para não ser visto?

Os apressados dizem que os políticos são o mal do País. Mas é por essas e outras que o contrário se revela.

Ou seja, o que antes era imoral e causava indignação agora é permitido. Afinal, é preciso empurrar logo a sujeira para debaixo do tapete verde e amarelo.

Ora, Flávio Bolsonaro está denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de uma Organização Criminosa que desviou dinheiro público da Assembleia Legislativa do Estado do Rio. É corrupção explícita com a participação da família. Até a mãe  dele foi denunciada.

Só a ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Vale, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 2,1 milhões no esquema operado por Flávio e   seu chefe de gabinete na Alerj, Fabrício Queiroz.

Sabe aquele discurso de corrupção “comigo não”… É a mais pura balela. Aquela velha história de dizer que a corrupção estava só no telhado dos outros sempre foi pura enganação.

Se não há mais o Sérgio Moro para os serviços graciosos à família, então é melhor chamar o novo juiz julgador do caso para um bate papo à portas fechadas no Palácio do Planalto.

Agora imagine que ele, o senhor Bernardo Garcez, é o Corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em tempo:  Corregedor é o magistrado que tem jurisdição sobre todos os outros juízes de uma comarca, e que tem a função de fiscalizar a distribuição da justiça, o exercício da advocacia e o andamento dos serviços forenses.

Diante disso, só há uma coisa dizer: – Por favor,  senhor juiz, pare agora!

 

 

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