9 de março de 2021Informação, independência e credibilidade
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O paradoxo da tolerância e o risco dos bons desaparecerem

O “paradoxo da tolerância”, apregoado pelo filósofo Karl Popper, nunca foi tão atual. Segundo ele, tolerar os intolerantes levaria à destruição dos tolerantes. Assim, ocorreria o fim da própria tolerância como princípio-guia da sociedade.

É um alerta: não devemos ser omissos diante do avanço do fascismo e do autoritarismo no mundo. Os terroristas incitados pelo laranjão delinquente, que invadiram o capitólio dos EUA, não podem se sentir empoderados. Nem as bestas quadradas brasileiras.

Os Estados Unidos são lasca. Lá, você pode fazer discurso supremacista racial e até defender pedofilia (e aqui não estou sedo exagerado) sob a proteção da lei. Entre os apoiadores de Trump havia gente com camisa fazendo apologia ao campo de concentração nazista de Auschwitz.

Diante de um mundo chocado com o que viu nessa quarta-feira (6), o troço brasileiro segue com seu discurso de fracasso. Não larga Trump nem na derrota. Nunca foi e nunca será um estadista. Suas taras pessoais estão acima dos interesses da nação.

Sim, ele vai ter que manter relações diplomáticas com Biden, presidente le-gí-ti-mo dos Estados Unidos, eleito de-mo-cra-ti-ca-men-te.

Com uma política externa desgraçada, o desgoverno pode acabar nos isolando da China e dos Estados Unidos, por amor ao Trump. Da Europa, por sua obsessão em destruir o meio ambiente. E da América Latina por seu extremismo.

A miséria volta a aflorar no Brasil, um país sem rumo e sem projeto. Não sabemos aonde queremos chegar e o que queremos ser.

O brasileiro só olha para trás, glorifica o retrocesso. Somos chacota no mundo.

Tememos que a palhaçada que ocorreu nos EUA se repita aqui e isso não é sem fundamento.

Para nossa sorte, basta marcar a posse do novo presidente brasileiro para um dia de semana e em um prédio que tenha muitas vidraças. O gado ao teria coragem de se aproximar.