22 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
Mundo

OMS: Não haverá vacinas contra o coronavírus suficientes para um retorno à vida normal até 2022

Necessidade de distanciamento social e uso de máscaras continuará no próximo ano

Original no SCMP.com, de Josephine Ma.

Não espere que haja vacinas de Covid-19 suficientes para que a vida volte ao normal até 2022, previu o cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, na terça-feira (15).

Swaminathan disse que o mecanismo de agrupamento de recursos para fornecer acesso equitativo à vacina para países com diferentes níveis de renda, só seria capaz de reunir cerca de centenas de milhões de doses até meados do próximo ano, o que significa que cada um dos cerca de 170 países ou economias que aderiram “irão ter algo”.

Mas o número de doses será muito pequeno para mudar a necessidade de distanciamento social e uso de máscara até que a produção aumente e alcance a meta de 2 bilhões ao final de 2021.

“O que as pessoas estão imaginando é que em janeiro você terá vacinas para o mundo todo e as coisas começarão a voltar ao normal – não é assim que funciona. Nossa melhor avaliação para o lançamento da vacina é em meados de 2021 porque no início de 2021 é quando você começará a ver os resultados de alguns desses testes”. Soumya Swaminathan.

China e EUA

A China, porém, apresentou um cronograma mais agressivo. Na terça-feira, Wu Guizhen, do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, disse que as pessoas na China teriam acesso a vacinas desenvolvidas localmente já em novembro  ou dezembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também prometeu que haverá uma vacina em breve, aumentando preocupações de que os reguladores dos EUA possam ceder à pressão política  e emitir licenças de uso de emergência prematuramente.

Brasil

No Braisl, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (15), que mais 5 mil voluntários participem da fase 3 do estudo clínico da vacina de Oxford.

Com essa permissão, o país terá 10 mil voluntários na última etapa de testes do imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela universidade em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

O perfil dos voluntários permanece o mesmo, a novidade é que agora não haverá mais limite de idade e os idosos acima de 70 anos terão prioridade. Também serão abertos três novos centros de aplicação dos testes no Brasil.

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