26 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

PF pediu e Moraes determina prisão do bolsonarista Roberto Jefferson

Presidente do PTB é alvo do inquérito que investiga organização criminosa digital voltada a atacar as instituições

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, forte aliado do presidente Jair Bolsonaro, é alvo de um mandado de prisão e está sendo procurado pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (13).

Sua prisão foi solicitada na quinta-feira da semana passada pela delegada Denisse Ribeiro. A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que solicitou ainda cumprimento de busca e apreensão.

Ele já foi preso preventivamente pela Polícia Federal, que cumpriu também outros mandados na residência do político aliado ao presidente Jair Bolsonaro. Com isso, foram apreendidos armas e munições de propriedade de Roberto Jefferson “bem como de computadores, “tablets”, celulares e outros dispositivos eletrônicos”.

A ação é no âmbito da investigação sobre suposta organização criminosa digital voltada a atacar as instituições a fim de abalar a democracia.

Antes da localização de Roberto Jefferson no endereço que constava na investigação, em seu Twitter, o ex-deputado afirmou que a PF estava na casa de sua ex-mulher. “Vamos ver de onde parte essa canalhice”, afirmou na rede social.

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Esta investigação foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após o procurador-geral da República, Augusto Aras, pedir o arquivamento do inquéritos dos atos antidemocráticos.

“Leão conservador”

Corrupto confesso, Roberto Jefferson teve sua conta original no Twitter restringida após defender a criação de milícias em Juiz de Fora (MG) para “dar um pau” na guarda municipal.

O condenado, que se descreve como um “Leão Conservador” com o rugido da liberdade que adora Harley Davidson, promovia violência contra os agentes que atuam na fiscalização de medidas sanitárias na pandemia.

Sua descrição anterior era a de um “alferes de Deus e atalaia da família cristã. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (que vem andando com ótimas companhias), ele já apareceu portanto um fuzil e sugerindo que o presidente fechasse o STF na base da bala e revogasse a concessão da Globo.

A nova conta, inclusive, foi removida em 4 de abril após Roberto Jefferson fazer em vídeo um chamamento para a prática do “kit anti-satanás” No vídeo, ele aparecia em publicação dois dias antes convidando a população a se armar para combater o “Satanás que quer fechar igreja”

“Tem um Satanás armado? Esse imediatamente um irmão patriota bota fora de combate”. Roberto Jefferson, armado para “defender” a igreja.

Fazia parte de seu “kit” um cabo de enxada, um taco de beisebol e um chicote. Segundo o Twitter, a publicação violou as regras de conduta. A rede social diz vetar que usuários promovam “ameaça de violência” e a “glorificação da violência”.

No dia seguinte, veio a permissão para realização de missas e cultos presenciais, tomada de forma liminar pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.