11 de agosto de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

PGR se nega a investigar esquema criminoso denunciado do MEC

No esquema, pastores ligados a Bolsonaro cobravam propinas em barras de ouro por verbas liberadas aos prefeitos

Pastores cobravam propinas em barras de ouro na gestão de Milton Ribeiro, no MEC

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta sexta-feira (8) contra as notícias-crime que pedem a investigação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em razão do escândalo do chamado “bolsolão do MEC”.

As investigações sobre o esquema de corrupção no Ministério da Educação chegaram a levar o ex-ministro Milton Ribeiro à prisão, mas ele foi solto no dia seguinte.

A áudios vazados de Milton Ribeiro e da esposa dele, Myriam Ribeiro, indicam que Bolsonaro repassou informações sigilosas da Polícia Federal para o ex-titular do Ministério da Educação.

Mas, a PGR comandada por Augusto Aras e Lindôra Araújo, bolsonaristas assumidos, entennde que não há necessidade de investigar o caso do esquema criminoso no MEC.

“O grupo criminoso que atuava no Ministério da Educação e no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação agia em nome, a pedido e por delegação do Presidente da República, o que demonstra que este tinha total controle e dominava toda a empreitada delituosa, de modo que não pode ser excluído da investigação em curso e das punições que vierem, em tese, a ocorrer”, diz Lopes em sua notícia-crime.

Os pastores aliados do presidente Bolsonaro cobravam propinas em baras de ouro para liberar recursos federais aos prefeitos que buscavam apoio do MEC para a área da educação em seus municípios.