23 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Programa AVC dá Sinais já salvou a vida de 61 alagoanos

Programa da Sesau está em atividade há 17 dias; último atendimento ocorreu na quarta (8), no Hospital Metropolitano de Alagoas, em Maceió

Foto: Ivo Neto

O diagnóstico rápido e preciso é decisivo para salvar a vida dos pacientes acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como, para evitar sequelas.

E por meio do Programa AVC Dá Sinais, lançado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) no dia 23 de agosto, 61 alagoanos já foram salvos, a exemplo de um morador de Maceió, de 51 anos, que foi atendido no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), na quarta-feira (8).

Morador do bairro Benedito Bentes, ele sofreu um AVC, após passar mal dentro de um ônibus, quando estava se deslocando para o trabalho. O paciente foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, imediatamente, encaminhado ao HMA, referência para o tratamento de pacientes acometidos pela doença, conhecida popularmente como derrame.

Na unidade hospitalar, recebeu assistência médica especializada e, em menos de duas horas, após o início dos primeiros sintomas, foi submetido a uma trombólise.

A trombólise consiste no uso de um medicamento injetado na veia, que vai pela circulação até o local onde o vaso cerebral está obstruído e libera a passagem do sangue.

Ela é realizada até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Em seguida, o paciente também foi atendido por neurologistas, por meio de aplicativo de telemedicina, onde são discutidos os casos de AVC.

Para o médico da Unidade AVC do HMA, Alessandro Ferreira, a agilidade e o trabalho em equipe foram fundamentais para um diagnóstico rápido e preciso.

“Recebemos um chamado no aplicativo com o diagnóstico de AVC, apresentando critério de trombólise. Vimos onde o paciente estava e quanto tempo faltava para chegar aqui na unidade. Não perdemos tempo e, na sua chegada, já fizemos a tomografia, sempre em contato com os profissionais especialistas em imagem, para definir qual o diagnóstico. A equipe integrada fez a diferença para realizarmos a trombólise”. Alessandro Ferreira, médico da Unidade AVC do HMA.

De acordo com o médico, o tratamento realizado por meio da trombólise, é a forma mais eficaz para minimizar as sequelas que o derrame pode deixar. “A trombólise é importante para que o paciente possa recuperar os movimentos e diminuir as sequelas que um AVC possa ocasionar. Por isso, é tão importante um diagnóstico ágil para o paciente”, salientou.

Ainda segundo Ferreira, o paciente continuará internado por alguns dias, onde vai realizar mais exames, mas, já recuperou os movimentos do corpo e a fala.

“Quando ele chegou aqui não movia o corpo e nem conseguia falar, mas, após a trombólise, já observamos a volta dos movimentos, que é super importante para profissão”. Alessandro Ferreira.

O diretor do HMA, médico Marcos Ramalho, afirmou que o Programa AVC Dá Sinais é fundamental para a agilidade no atendimento de pacientes vítimas do AVC.

“O AVC é a segunda maior causa de mortes no país. E é preciso que toda a população saiba identificar os seus sinais, para que as vítimas consigam receber um atendimento rápido e eficaz, evitando as sequelas que ele pode deixar”. Marcos Ramalho, diretor do HMA.

Marcos Ramalho orientou que, ao perceber sinais e sintomas do AVC, como a repentina perda de força em um lado do corpo e a boca torta ou dificuldade para falar, o paciente deve procurar, imediatamente, as portas de emergência.

“É importante acionar o Samu, por meio do número 192 ou se dirigir à UPA [Unidade de Pronto Atendimento] mais próxima de sua residência. Em seguida, ele será encaminhado ao HGE [Hospital Geral do Estado] e HMA, em Maceió; ao HRM [Hospital Regional da Mata], em União dos Palmares; ou ao HEA [Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca”. Marcos Ramalho.