26 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Propaganda política liberada: que o debate seja sobre o que interessa

Existe uma mancha que é tão degradante quanto aquelas de óleo que chegam às praias, gerando caos e destruição.

Ela é a influência religiosa na política.

Findo o prazo para o registro de candidaturas no TSE, a jornalista de dados paulista Cecília do Lago levantou alguns números interessantes.

Entre eles, o de que 4.360 candidatos terão a palavra PASTOR na urna eletrônica; 202 vão de PADRE; e 536 de MISSIONÁRIOS.

Pessoas religiosas têm total direito de participar da vida democrática do país, desde que preencham os pré-requisitos.

O problema é que muita dessa gente se elege para implantar um regime autoritário, um projeto de poder perpétuo onde a religião é quem governa. Quem não se enquadra em dogmas e crendices, para eles, merece a segregação e a exclusão social.

No âmbito da gestão pública é preciso separar o homem religioso do homem público. Isso é o óbvio que muitos ignoram.

Aliás, houve um tempo em que a religião teve muito poder e ficou conhecido como “Era das Trevas”.

A propaganda eleitoral já começou. Na era da fake news e da desinformação, explicitamente promovida por conservadores, o debate político limpo e genuíno deveria voltar a ser valorizado.

Numa época de crise econômica, ambiental e sanitária não chegaremos a lugar nenhum com negacionismo a discursos anticiência.

E, muito menos, achando que controlar a genitália alheia deva ser uma política pública.

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