29 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Propina em ouro que reluz no MEC é a sofisticação da corrupção no País

Líder da bancada evangélica chama pastores de “Zé Ruelas” e Centrão quer nomear novo ministro para a pasta

Pastores negociam verbas do MEC e pedem propinas em ouro

O brasileiro vai começando a perceber que a corrupção está se reinventando na atual gestão do País.

O dinheiro na cueca ou nas nádegas é um método ultrapassado.

A propina hoje é cobrada em barra de ouro. Isso para cada verba liberada no Ministério da Educação (MEC).

O escândalo da corrupção no MEC revela que pastores liberam verbas, com o aval do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e pedem a propina em ouro.

Trata-se da propina benzida. Se eles benzem até  armas e fazem unção com óleo, imagine com o ouro? O brilho é outro.

O aval do presidente foi dito em conversas com prefeitos e pastores pelo próprio ministro da pasta, Milton Ribeiro.

A situação, portanto, mostra que entre ratos e baratas dentro das instituições do estado brasileiro, também estão os “Zé Ruelas”.

Pelo menos esse foi o nome dado pelo líder da bancada evangélica na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL). Ao demonstrar irritação com a corrupção no ministério, comandada por um ministro pastor, o parlamentar desconheceu os congregados no MEC e declarou:

-Quais pastores? Aqueles dois pastores Zé Ruela? Não conheço, nunca vi, só o ministro pode explicar.

Sem glória, nem aleluia.

O certo é que o ouro que reluz no ministério encheu os olhos dos pastores. Nunca tinham visto tanto e tão fácil.  Um garimpo urbano em nome das bençãos aos braços abertos dos planaltinos.

Mas, o fato é que a concorrência não gostou nada dessa história de benzer propina reluzente e untar com óleo.

Tanto que o Centrão se apresenta para tomar conta do Ministério da Educação. Assim, PP e PL já se articulam para afastar o ministro Milton Ribeiro e colocar outro evangélico no cargo.

Aí sim, com todos os cantos e glórias.

Vale lembrar que o Centrão já controla o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem em caixa este ano R$ 45 bilhões.

Nesses, pastor “Zé Ruela” nenhum encosta.