
A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) começa a ganhar contornos mais claros. Até agora, as principais propostas associadas ao senador passam pela defesa de uma anistia ampla para Jair Bolsonaro (preso por tentativa de golpe), pela suspensão da reforma tributária e pelo apoio à PEC 12/2026 (apelidada por críticos de “PEC da escala 7×0”, que flexibiliza regras trabalhistas e cria regime baseado em horas trabalhadas).
Em abril, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que, se o partido não vencer a eleição, Jair Bolsonaro ficará “mais dez anos preso”. Flávio já defendeu medida ampla para envolvidos nos atos de 8 de janeiro e disse que seria necessário “zerar o jogo” político.
Na área econômica, a equipe de Flávio pretende apresentar PEC para suspender por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso, corrigindo “distorções” e reduzindo a alíquota-padrão do novo IVA. O senador já falou publicamente em revisar ou revogar a reforma.
No Senado, Flávio é um dos autores da PEC 12/2026 (apresentada por Rogério Marinho), que altera o artigo 7º da Constituição para permitir que trabalhadores escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas (contratos mais flexíveis, remuneração proporcional e acordos individuais entre empregado e empregador).
Críticos apelidaram a proposta de “PEC da escala 7×0”. A proposta ganhou força após ser despachada rapidamente pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a CCJ (enquanto a PEC do fim da escala 6×1 aprovada pela Câmara permaneceu sem despacho imediato).














