19 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
Maceió

Rachaduras no bairro do Farol podem ter relação com atividades de mineração

Estudo avalia relação de alguns imóveis do bairro tem relação com a instabilidade de solo que afeta os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto

Equipes da Coordenadoria Municipal Proteção e Defesa Civil (Compdec) deram início nesta quinta-feira (10) aos levantamentos de fissuras, trincas e rachaduras registradas em imóveis no bairro do Farol.

O estudo possui um caráter investigativo e tem como objetivo analisar se o aparecimento de rachaduras em alguns imóveis do bairro tem relação com a instabilidade de solo que afeta os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, provocados pelas atividades de mineração, segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Seis casas da Rua Tenente Antônio de Oliveira, no bairro do Farol, foram vistoriadas pelas equipes do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec).

As unidades apresentavam fissuras, trincas ou rachaduras que foram analisadas pela equipe técnica, que coleta dados para saber se o problema estaria associado à instabilidade de solo já identificada no Mapa de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias.

Atualizado em junho de 2020

“O levantamento neste momento é focado nas fissuras, trincas e rachaduras que aparecem tanto nas paredes quanto no piso. É um trabalho mais investigativo, onde o Núcleo de Geociências e da Engenharia estão em campo para fazer a avaliação, coletar esses dados, fazer esse registro para Defesa Civil e fazer um estudo mais apronfundado. E esse levantamento de fissuras e trincas é um dos procedimentos de análise. A gente está prevendo colocar uma instrumentação aqui no bairro para conseguir subsídios maior e melhor para uma avaliação mais concreta”. Antonioni Guerrera, geólogo do Cimadec.

A ideia deste trabalho é saber se estas fissuras, trincas ou rachaduras estão associadas ao processo de instabilidade que envolve outros quatro bairros.

“As casas vistoriadas no bairro Farol apresentam patologias como acomodação de terreno e problemas de afundamento. Porém é muito cedo para dizer se há correlação com o processo de instabilidade do solo. A Defesa Civil segue trabalhando de maneira interdisciplinar e cada área fica responsável por uma parte específica da análise. A engenharia estuda as patologias, geologia as feições e a geografia a posição das fissuras. É um processo longo e detalhado”. Dayvisson Rodrigues, engenheiro civil do Cimadec.

“Essa é uma região que a gente trata como limite do arco que fecha a região delimitada no Mapa de Setorização. É cedo para dizer se está associado ou não. A gente até pede um pouco de calma da população, porque nem todo aparecimento de fissura, trinca ou rachadura está associada a processo de subsidência. Por isso a importância dessa avaliação”. Antonioni Guerrera.

Ela orienta a população a acionar a Defesa Civil através do número 199 caso tenham rachaduras no imóveis da localidade ou em caso de evolução das identificadas nesta quinta-feira.

Os dados coletados pelo órgão serão ainda compartilhados com a CPRM, órgão federal dá suporte nas ações de monitoramento realizadas pela Defesa Civil de Maceió, para que sejam analisados e, por fim, ser emitido parecer.

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