27 de fevereiro de 2021Informação, independência e credibilidade
Economia

Reajuste dos planos de saúde em 2021 pode chegar a 30%

Reajuste anual de 2020 foi adiado para mais de 20 milhões de beneficiários e o por faixa etária para 5,3 milhões

A partir deste mês, os beneficiários de planos de saúde vão gastar mais para manter a cobertura médica. Além da mensalidade, as cobranças vão começar a incluir o aumento anual para 2021 previsto por lei, mais reajuste que deveria ter sido cobrado no período entre setembro a dezembro de 2020.

Esse último foi adiado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em razão da pandemia do coronavírus. Ainda há uma terceira modalidade de correção prevista pela agência reguladora, a das faixas etárias.

Segundo a ANS, o reajuste anual de 2020 foi adiado para 20,2 milhões de beneficiários e o aumento previsto por faixa etária, para 5,3 milhões.

São dez faixas etárias, sendo a última aos 59 anos de idade, assim distribuídas: 0 a 18 anos; 19 a 23 anos; 24 a 28 anos; 29 a 33 anos; 34 a 38 anos; 39 a 43 anos; 44 a 48 anos; 49 a 53 anos; e 59 anos para cima.

Portanto, diante disso tudo, a partir de janeiro, o consumidor terá durante o ano um aumento que pode superar 30% no caso dos planos coletivos, pois ele arcará com o reajuste normal e mais a recomposição do valor referente a 2020, que foi parcelado em 12 vezes.

Segundo a ANS, os boletos devem informar o valor da mensalidade do plano, o da parcela relativa ao reajuste e quantas parcelas ainda estão em aberto.

De acordo com a lei brasileira, todo consumidor inadimplente de plano individual ou familiar deve continuar sendo atendido por um período de 60 dias, consecutivos ou não. Já para quem tem plano coletivo, a regra deve estar clara em contrato.