26 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
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Receita perdoa R$ 27 bi dos bancos; já o assalariado é imposto acima de tudo

Secretário da Receita diz que privilegiados não pagam nada

“No Brasil, quem paga imposto, paga demais”.

A frase é do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, postada no Twitter, no perfil dele.

Cintra foi mais além ao afirmar que uma camada de privilegiados paga pouco ou nada.

E quem seriam os privilegiados? Ele não disse mas se sabe muito bem que a elite econômica e financeira do País detesta pagar tributos e não o faz com a devida conivência das autoridades brasileiras.

Eles são industriais, banqueiros, empresários, comerciantes de grande porte, todos que hoje evocam o nacionalismo e bradam contra a corrupção, embora estejam mais que atolados dentro do lamaçal dos malfeitores.

São os ricos. E esses sonegam tudo.

Basta ver que logo após assumir a presidência, em 2017, Michel Temer foi pressionado pelos grandes bancos privados no País e promoveu a farra de todos eles.

O então presidente autorizou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a perdoar R$ 27 bilhões em dívidas do Itaú, Unibanco e do Santander.

O Carf é o órgão da Receita Federal encarregado de combater e tomar providências contra a sonegação e a evasão fiscal.

E agora Marcos Cintra, auxiliar do ministro da economia, Paulo Guedes, diz em seu Twitter que se todos os brasileiros pagassem impostos, “todos pagariam menos”.

Agora diga aí, você que é aposentado ou assalariado quando foi que recebeu um perdão da Receita Federal na sua declaração de imposto de renda?

A regra geral é clara: para o pobre, imposto acima de tudo.