9 de março de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Renan Filho critica MS por envio de apenas 3 das 9 milhões de doses prometidas

Ministério da Saúde vai distribuir às secretarias estaduais de saúde cerca de 2,7 milhões de doses da CoronaVac

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu, hoje (19), a uma comissão da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que o governo distribuirá mais de 4,7 milhões de doses da vacina contra a covid-19 até o começo de março. Entretanto, o número é bastante inferior ao prometido antes.

Ao conversar, por videochamada, com o presidente da entidade, o ex-prefeito de Campinas, Jonas Donizette, e outros nove prefeitos, o ministro afirmou que, a partir do próximo dia 24, o ministério começará a distribuir às secretarias estaduais de saúde cerca de 2,7 milhões de doses da vacina CoronaVac, produzidas no Brasil pelo Instituto Butantan, e outros dois milhões de doses da AstraZeneca que o governo está importando da Índia.

O governador Renan Filho anunciou, após a videochamada, que o Estado deve receber menos doses da vacina contra a Covid-19. Segundo ele, o Instituto Butatan comunicou na noite dessa quinta-feira, 18, que não vai enviar as nove milhões de doses aos estados, como teria sido anunciado anteriormente pelo Ministério da Saúde. Apenas três milhões doses serão enviadas a partir do dia 24 de fevereiro.

“Isso é muito ruim para o país. O Ministério da Saúde disse que o Butantan não cumpriu com o contrato assinado, que era para entregar essas 9 milhões e 200 mil doses neste mês. E o Butantan disse que não conseguiu cumprir o contrato justamente porque demorou a receber o IFA [ Insumo Farmacêutico Ativo] importado da China pelas dificuldades diplomáticas do país. Ou seja, problemas de lado a lado, versões de lado a lado, mas o fato é que não temos a quantidade de vacina necessária para imunizar nosso povo dentro do prazo”. Renan Filho.

A vacinação em Alagoas, com isso, deve ser mais lenta do que foi em janeiro e o governador explicou ainda porque estados não podem comprar outras vacinas, tendo em vista o anúncio de redução das doses por parte do Butantan.

“Nenhum estado vai poder vacinar sua população antes de outro. É uma decisão de país. Neste cenário, se Alagoas adquirir a vacina tem que destinar ao PNI e ficar com apenas 2% do que adquirir, que é o que corresponde a Alagoas o que vem de lá. De maneira que não há razoabilidade um estado pobre fazer uma aquisição para doar 98% e ficar apenas com 2%”. Renan Filho.